Quem é Luísa Sonza fora das câmeras?
(Foto: Felipe Gomes)
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Quem é Luísa Sonza fora das câmeras?

Como é trabalhar com Luísa Sonza? Profissionais envolvidos no “Doce 22” contam tudo!

Tudo acontece muito rápido na vida de Luísa Sonza. Em cerca de quatro anos, ela se tornou uma das celebridades mais discutidas do país. Quando precisou sair de cena em prol de sua saúde mental, o hiato durou pouco mais de duas semanas. “Uma hora eu tinha que continuar. Tenho um monte de contrato para cumprir, uma equipe muito grande, várias pessoas que dependem de mim. Essa pausa na verdade foi só uma fuga”, ela explica.

A cantora retornou com uma enxurrada de posts promocionais, um álbum novo, dois clipes, um programa de TV (dois, se considerar o que vem por aí) e uma agenda intensa. “O trabalho estava acumulado”, diz. Trocou stories por tweets e não conseguiu – ou não quis – se manter distante de polêmicas. Não tem jeito: Luísa Sonza é uma popstar superexposta. Mas quem é a Luísa Gerloff Sonza, a que o público não vê?

Quem é Luísa Sonza fora das câmeras?
(Foto: Felipe Gomes)

“Ela tem uma cara de durona, mas é muito doce. É uma pessoa que você tem que conquistar, mas é muito boa depois que conquista”, a parceira de composição Jenni Mosello conta ao POPline. O produtor Lucas Vaz Machado, da inédita “ANACONDA *o* ~~~”, concorda: “ela demora para se abrir e começar uma amizade, o que para mim faz muito sentido. Tem muita gente que se aproxima por interesse”. O coreógrafo Flavio Verne lembra: “a gente não se deu bem logo de cara”.

Em comum, todos viraram amigos dela após contatos profissionais. Trabalhando tanto, Luísa Sonza transforma a equipe em amigos. “Fizemos um camping criativo em Los Angeles, para compor em inglês e espanhol, e lá a gente se aproximou mais. Conheci o lado ‘piazão’ da Luísa quando se abre (risos). A gente até jogava futebol entre as sessões”, conta Lucas. E ela era boa no futebol? “Acho que ela ganhou todas as vezes (risos)”, ele responde.

Durante algumas semanas, o jornalista que vos escreve abordou esses e outros contatos de Luísa Sonza para traçar um painel sobre ela. A frase mais ouvida, sem dúvidas, foi “ela sabe muito bem o que quer”. No caso do álbum novo, “Doce 22”, que entrou na parada global do Spotify, ela quis mostrar suas forças e suas vulnerabilidades. O disco é metade dançante e metade melancólico. Foram 14 meses de desenvolvimento e, além de cantar, ela também assinou composições, roteiro, direção criativa e co-direção de clipes. “Ela se envolve no processo de tudo na carreira dela. Com as coreografias, também não é diferente”, diz Flavio Verne.

Como é trabalhar com Luísa Sonza?
(Foto: Felipe Gomes)

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Acampamentos de composição

O álbum novo de Luísa Sonza é resultado de acampamentos de composição. Ela tinha temas muito bem definidos na cabeça e convocou colaboradores para o processo. Os encontros aconteciam em sua casa em São Paulo e entravam madrugada adentro, com comidinhas e bebidinhas do Paris 6 à mesa. “A gente passava o dia inteiro lá. Tomava café da manhã junto, almoçava junto, jantava junto. Tem vez que a gente ficava até 4h da manhã fazendo música”, diz Jenni.

“Aí, no dia seguinte, 8h da manhã, todo mundo na labuta de novo. Mas é muito gostoso. A Luísa é uma pessoa muito legal de trabalhar. Ela se importa com as músicas que coloca no mundo. Leva a sério a arte. Não está preocupada só com números. Ela emplaca hit porque é muito boa”, completa.

Como é trabalhar com Luísa Sonza?
Jenni Mosello e Luísa Sonza em acampamento criativo (Foto: Arquivo Pessoal)

Todos os colaboradores procurados para essa matéria dizem que Luísa é da madrugada. “Como ela tem a agenda muito cheia, ela arranjou tempo para focar no álbum depois das 23h”, conta Lucas. “Eu fui com ela no estúdio só um dia, por causa da pandemia. Ficamos até 5h30 da manhã trabalhando. Mas o engenheiro e mixador do álbum me falou que era todo dia assim, trocando o dia pela noite”, diz.

Luísa é muito determinada a extrair o melhor de cada música. Algumas vem e vão por meses até ficarem 100%. Outras são refeitas cinco, seis vezes no mesmo dia. “Ela é muito focada e ama trabalhar mais que tudo na vida. Eu me identifiquei com esse lifestyle de colocar sempre o trabalho em primeiro lugar”, fala o produtor Doug Moda, responsável pela maior parte do álbum.

Como é trabalhar com Luísa Sonza?
Doug Moda e Luísa Sonza (Foto: Felipe Gomes)

Momentos difíceis na vida pessoal

Não dá para ignorar o fato de que “Doce 22” foi desenvolvido durante o fim do casamento com Whindersson Nunes, o início do namoro com Vitão, linchamentos constantes na Internet por conta desses episódios, bate-boca público com diretor de clipe e, ainda por cima, uma pandemia. Os problemas pessoais se refletiram nas composições.

“Foram momentos difíceis, obviamente não vivi a parte ruim como ela viveu, mas eu estava lá, vendo tudo, sofrendo junto e ao mesmo tempo focado em ajudá-la a responder tudo aquilo que ela estava passando no álbum. No ‘Doce 22’ você acha todas as respostas. Antes das sessões, rolavam longas conversas. Sempre já ia para casa dela de malas para dormir (risos)”, conta Doug Moda.

Como é trabalhar com Luísa Sonza?
(Foto: Felipe Gomes)

De todas as faixas, “penhasco.” – sobre o fim do casamento – se tornou um fenômeno à parte. Chegou ao 2º lugar no ranking das mais ouvidas do Spotify Brasil. É uma das canções que Luísa compôs chorando. “Ela ligou pra mim e pra Carol [Biazin] e falou ‘vem aqui pra casa, preciso escrever uma música e preciso de pessoas que confio'”, lembra a cantora e compositora DAY. Elas se trancaram no estúdio da casa e Luísa mostrou o que já tinha escrito no bloco de notas do celular. Versos fortes já estavam ali.

“Músicas como ‘INTERE$$EIRA’, ‘MULHER DO ANO XD’, ‘penhasco.’ e ‘o conto dos dois mundos (hipocrisia)’ foram feitas dentro da casa dela e nas sessões rolava de tudo: choros, gritos, corridas pela casa. Todo o processo foi bem intenso e emocionante”, lembra Doug Moda.

Processo criativo até no Réveillon

Outras músicas vieram de momentos inesperados de inspiração. “caos / flor ***” nasceu durante uma viagem com amigos para Ilha Bela. “Foi uma coisa super descontraída”, diz DAY, uma das autoras. “melhor sozinha :-)-:” também é fruto de uma viagem – mas a história é bem diferente. Era Réveillon e Doug Moda havia levado seu estúdio móvel.

“Fiquei boa parte da viagem no estúdio. Queria criar toda hora e a Luísa queria relaxar. Enchi o saco dela para fazer música, ela não gostou muito (risos),mas nesse dia nasceu ‘melhor sozinha :-)-:'”, lembra.

Aisha, que escreveu “BRABA” e a inédita “ANACONDA *o* ~~~” com Luísa, ficou surpresa com a parceria. “Ela é muito aberta a novas ideias, divertida. Todos estão sempre dando ideias, e ela assimila muito de cada compositor”, conta. Do processo criativo, uma cena a marcou. “Assim que a gente terminou ‘ANACONDA *o* ~~~’, a Luísa soltou: ‘essa com certeza vai para o álbum’. Fiquei um ano torcendo para ser real!”, diz. A letra trata de machismo, mas a faixa integra a parte animada do disco.

“Ela não para quieta quando ela está gostando da produção. Fica sentando, levantando, dançando, gritando, empurrando a gente (risos). Se ela está quietinha, tem que melhorar o som”, diz Lucas Vaz Machado.

Como é trabalhar com Luísa Sonza?
(Foto: Felipe Gomes)

Imprevistos acontecem

O notório ciberbullying que Luísa Sonza ocasionou o lançamento do álbum, e o sucesso inesperado de “penhasco.” rendeu um lyric video gravado às pressas. “Ela tenta manter a calma sempre, mas a equipe tenta resolver qualquer imprevisto antes que precise chegar até ela”, conta o fotógrafo e diretor criativo Felipe Gomes, outro amigo e parceiro de Luísa.

Foi dele a ideia da divulgação visual da tracklistcom uma sessão de fotos para cada faixa. Dali saíram também os lyric videos. Foram duas diárias intensas de fotos e gravações, uma em estúdio e outra na casa dela, com uma hora reservada para a sessão de cada música. Luísa queria referências dos anos 90 e 2000. Durante a sessão de fotos de “2000 s2”, tocava Britney Spears e Jennifer Lopez no set. Pedido dela.

Como é trabalhar com Luísa Sonza?
Felipe Gomes e Luísa Sonza nos bastidores de “penhasco.” (Foto: Arquivo Pessoal)

Tudo isso foi feito em maio – com exceção de “penhasco.”. Essa era a única música para a qual Luísa não pretendia lançar nada. E foi a que estourou. Ela cedeu e topou fazer o lyric à la Clarice Lispector – ideia da outra diretora criativa, Gabi Lisboa. “Fechamos o roteiro dois dias antes da gravação. Gravamos na terça e ele foi lançado na quarta”, conta Felipe.

Por isso Luísa soltou um “fod*-se” no Twitter quando um fã a cobrou ter lançado o vídeo de “penhasco.” um semana antes, para alcançar o topo das paradas com números maiores. Não era esse o objetivo para a música, e Luísa Sonza na verdade já estava fazendo mais do que havia se proposto inicialmente.

Atenção a tudo

A estética de anos 2000 também foi um pedido dela para o clipe de “VIP *.*”. Ela que propôs a personagem ‘business woman’ também. “A Luísa sempre tem alguma noção do universo que quer construir e da personagem que quer encarnar nos clipes”, pontua o diretor João Monteiro, já um parceiro de longa data.

Como é trabalhar com Luísa Sonza?
(Foto: Elektra)

A coreografia que ficou conhecida também tem história. “A que vocês conhecem, na verdade, é a segunda de VIP”, diz o coreógrafo Flavio Verne. Ele havia criado outra, o ballet já estava ensaiando para a gravação, e Luísa encasquetou. “Acho que não é essa coreô, tem algo me incomodando”, disse para Flavio durante o ensaio. Ele pediu um intervalo e criou outra do zero. “Mostrei para ela e ela falou ‘é isso, vambora'”, lembra. Segundo ele, isso é normal entre os dois.

Críticas – como que suas músicas sempre são sobre “raba”, “sentar” e “quicar” ou que as coreografias sempre fazem alusão a isso – não interferem. “Se a gente for ficar pensando no que as pessoas vão falar ou não, a gente vai parar de trabalhar, de fazer nossa arte”, diz Flavio. A impressão do fotógrafo Felipe, na verdade, é que Luísa já tira de letra o feedback negativo hoje em dia. “Ela consegue lidar muito bem. Eu vi algumas críticas do trabalho que fizemos e confesso que não lidei tão bem assim”, conclui.

Como é trabalhar com Luísa Sonza?
(Foto: Elektra)

Escrito por Leonardo Torres

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