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Passaporte POPLine: BoA

Após a semana especial de aniversário do POPLine e do “troca-troca” das colunas do site (sem duplo sentido, galera), estou de volta à minha zona de conforto. Nesta semana, fico feliz em retornar ao oriente, mais precisamente para a Coreia do Sul, para falar um pouco sobre BoA.

Considerada a rainha da música pop coreana e com uma carreira simultânea em sua terra natal e no Japão, BoA lançou oficialmente ontem (22) seu mais novo álbum em coreano, dois anos após seu último lançamento.

Com grandes influências do hip hop e do R&B, BoA, após dois anos de treinamento intensivo (que incluía treinamento vocal, de dança e aulas de inglês e japonês), iniciou sua carreira no ano 2000, aos 13 anos, com o lançamento do álbum “ID; Peace B” na Coreia do Sul. O álbum obteve tímido sucesso no país e entrou no Top 10 da parada sul-coreana com cerca de 156 mil unidades vendidas.

Já no ano seguinte, BoA lançou seu primeiro single no mercado japonês, considerado um dos três mais importantes mercados musicais do mundo. A música foi uma versão em japonês da música “ID; Peace B” e alcançou o Top 20 da Oricon Chart. Em seguida, ainda no Japão, BoA lançou os singles de “Amazing Kiss”, “Kimochi Wa Tsutawaru” e “Listen To My Heart”, esse último se tornou o primeiro single da cantora a entrar no Top 5 da parada japonesa.

O primeiro álbum em japonês de BoA, intitulado “Listen To My Heart”, se tornou um divisor de águas na carreira da cantora. Lançado em 2002, o álbum superou o total de um milhão de cópias vendidas e estreou direto no topo da parada de álbuns da Oricon, sendo o primeiro álbum de um artista coreano a conseguir esse feito.

Sucesso no Japão
A partir daí, BoA se tornou um nome de sucesso também no mercado musical japonês. A cantora lançou, em seus 12 anos de carreira, sete álbum em coreano e sete em japonês, tendo destaque o segundo álbum em japonês da cantora, intitulado “Valenti”.

Todos os singles desse álbum estrearam no Top 3 da Oricon charts, com destaque para a música título do álbum, um dos maiores sucessos da carreira de BoA, que alcançou o segundo lugar.

Em meio ao sucesso no mercado japonês, BoA continuava lançando álbuns em sua terra natal e em 2004, mesmo ano de lançamento do álbum “Love & Honesty” no Japão, que ficou duas semanas no topo da parada, a cantora iniciou, com o álbum “My Name”, lançado na Coreia do Sul, a mudança de sua imagem: de menininha linda e jovem para uma imagem mais sexy e opressiva.

A mudança de imagem continuou com o quinto álbum coreano, intitulado “Girls On Top” e lançado em 2005, que pregava uma imagem mais madura e autoconfiante da cantora e foi uma declaração de guerra ao machismo.

Em 2006 BoA retornou ao Japão para lançar o álbum “Outgrow”, que estreou direto no topo da Oricon chart e se tornou o quarto álbum consecutivo da cantora a conseguir esse feito. Apesar de já ser um nome forte no mercado japonês, foi apenas no lançamento do single de “Do The Motion” que BoA conseguiu um primeiro lugar na lista de singles da Oricon chart, fazendo dela a quarta artista não japonesa a ter um single em primeiro lugar.

Com o quinto e sexto álbuns em japonês, o “Made In Twenty (20)” e o “The Face” respectivamente, BoA continuou seu sucesso e se tornou a terceira artista a ter seis álbuns em primeiro lugar na parada japonesa consecutivamente (as outras são Ayumi Hamasaki e Koda Kumi).

Carreira nos Estados Unidos
Foi em 2008 que BoA decidiu tentar realizar seu sonho e partiu para o mercado americano. O “timing” não poderia ser pior. Em meio ao início da crise financeira, BoA lançou seu primeiro single para o mercado americano, a música “Eat You Up”, produzida por Thomas Troelsen. O single chegou ao 9º lugar na lista Dance da Billboard.

Entre participações em pequenos eventos nos Estados Unidos, culminando com a performance na Parada Gay de São Francisco em 2009, o primeiro álbum de BoA nos Estados Unidos foi lançado em março daquele ano, com faixas produzidas por Bloodshy & Avant (que já trabalharam com Britney Spears) e dueto com o rapper Sean Garrett.

Com problemas de adaptação e com baixo retorno do álbum, o mercado americano foi logo deixado de lado e BoA retornou ao Japão e lançou o álbum “Identity” em 2010, que chegou apenas ao 4º lugar na Oricon, resultado de baixa promoção por parte da gravadora e sugerindo que seria impossível a cantora manter uma carreira simultânea em três territórios.

O retorno
Para comemorar os 10 anos de carreira, em 2010 BoA lançou o álbum coreano “Hurricane Venus”, que recebeu o prêmio Golden Disk no Bosang Awards, considerado o Grammy da Coreia do Sul. Essa foi a primeira vez na carreira de BoA que ela recebeu a honraria.

Após dois anos afastada dos holofotes, BoA está de volta. A cantora lançou digitalmente ontem (22) seu mais novo álbum coreano, intitulado “Only One”. O primeiro single do álbum, que leva o mesmo nome e foi escrito pela própria cantora, rapidamente chegou ao topo da parada coreana e já é uma das faixas mais importantes do ano.

Parcerias
Apesar do baixo sucesso no mercado americano, BoA não é estranha à lançamentos em inglês. A cantora participou de diversas músicas com grandes nomes do pop mundial, incluindo o grupo Westlife, na música “Flying Without Wings”; Howie D, do Backstreet Boys, na música “Show Me What You Got”; e com Akon, na música “Beautiful”, lançada apenas no mercado japonês.

Constantemente comparada à Britney Spears, BoA também compartilhou um especial de televisão na Coreia do Sul com a estrela americana.

Sempre criticada como uma “estrela do pop manufaturada”, por deixar a composição da maioria de suas músicas para sua equipe, BoA é de longe o maior nome da música pop da Coreia do Sul. Cantora, atriz, compositora, dançarina e modelo, BoA, prestes a completar 26 anos, foi uma das grandes responsáveis pelo crescimento no interesse pela cutura e pela música da Coreia do Sul e é a grande inspiração de novos nomes da música do país, como os grupos Girls Generation e 2NE1.

Escrito por Kavad Medeiros

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