(Foto: Instagram/@ludmilla)
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Ludmilla inspira crianças sobre representatividade em escola no RJ

Cantora foi lembrada durante uma atividade especial, veja todos os detalhes!

Ludmilla já falou sobre suas lutas e experiências em que lidou com o racismo. A artista começou cantando com poucos recursos na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, e hoje se tornou exemplo de resistência — inclusive para as crianças!

(Foto: Instagram/@ludmilla)

Nesta quarta-feira (14) uma professora chamada Ana Paula Ferreira compartilhou uma história interessante em suas redes sociais, mostrando que Ludmilla inspirou a criançada durante uma atividade em uma escola de Nilópolis, no Rio de Janeiro.

Pelo Instagram Stories, Ana Paula dividiu com seus seguidores uma dinâmica sobre a história “O Cabelo de Lelê”. A ideia era trazer para realidade das crianças a cultura afro, a representatividade, superação de preconceitos e auto aceitação!

Depois, a professora pediu para que as crianças escolhessem uma pessoa que se parecesse com Lelê, foi quando Ludmilla ganhou destaque:

“Aproveitando esse momento, pedi que as crianças citassem alguém que lembrava a Lelê e também envolvendo a realidade deles”.

(Foto: Instagram/@anaferreira76)

“Então citaram a cantora Ludmilla e a descreveram como muito parecida com Lelê, que sempre muda o cabelo e está linda. Preparamos um lindo cartaz com qualidades faladas por eles.”

Muito fofo e importante, né? Afinal, nada como promover diálogos sociais de uma maneira simples e educativa. A presença da cantora na TV, nas rádios e nas redes sociais também alcança os mais novos!

(Foto: Instagram/@anaferreira76)

No dia do aniversário de Ludmilla, comemorado no dia 24 de abril, o POPline selecionou 5 momentos em que ela foi necessária na luta contra o racismo e se tornou um exemplo para os jovens. Relembre:

“Respeita o nosso funk, respeita a nossa cor e respeita o nosso cabelo”

Durante participação no “BBB 21”, além de beijar a esposa Brunna Gonçalves ao vivo, Ludmilla mandou um recado.

Seu show aconteceu na mesma época em que João Luiz foi vítima de racismo por parte de Rofolffo, que comparou o cabelo black do professor de Geografia com a uma peruca de homem das cavernas.

“Essa música fala de uma coisa que o mundo está precisando, que é respeito. Respeita o nosso funk, respeita a nossa cor e respeita o nosso cabelo”, disse a cantora antes de começar a música “Favela chegou“.

 

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Dias depois, em seu perfil no Instagram Ludmilla mandou uma indireta sobre “lugar de fala” ao aparecer sem peruca.

“URGENTE: Ludmilla tira a lace e ganha lugar de fala #meublackminharaiz #meucabelominhasregras #respeitanossocabelo”.

A legenda veio como uma resposta às criticas que ela vinha recebendo após protestar no “BBB 21”.

“Tive que me mutilar para ser aceita”

Ludmilla se afastou das redes sociais no final do ano passado para voltar com o pé na porta. Uma prova disso foi em uma recente entrevista à Folha de S.Paulo, quando falou sobre suas plásticas e todo contexto por trás.

“Eu era a MC Beyoncé lá atrás. Tem alguma propaganda com a MC Beyoncé? Não tem! Porque eu não era padrão. Não era aceita. Nenhuma marca queria ser representada pela MC Beyoncé. Por isso, tive que me mutilar, afinar meu nariz, porque queria ser aceita”.

(Foto: Reprodução Instagram/@ludmilla)

“Não vou desistir e nem é só por mim”.

No final de março, Ludmilla perdeu um processo de injúria racial contra Val Marchiori e se mostrou inconformada com a posição da Justiça.

A socialite comparou o cabelo da cantora a uma palha de aço no Carnaval de 2016 e o veredito considerou que ela estava exercendo seu direito à liberdade de expressão.

“Já que a Justiça não faz nada, quero marcar um encontro com a Val pra ela soltar a liberdade de expressão dela no pezinho do meu ouvido, petição pra esse encontro. Petição para esse encontro RT”, disparou Ludmilla, convocando seus fãs e quem mais estiver ao seu lado neste caso, através de um post no Twitter.

Na época, a cantora falou com exclusividade ao POPline sobre o assunto:

“Não vou desistir e nem é só por mim. Eu tenho visibilidade, tenho provas e ainda assim estou passando por isso. Imagina quem é anônimo? Não posso e não podemos desistir”.

Visibilidade aos artistas pretos

Em novembro de 2020 Ludmilla saiu em defesa da visibilidade negra no mundo da música.

Ela, que já recebeu apoio do spotify internacional após lançar “Rainha de Favela, respondeu um post da plataforma de streaming que falava sobre os artistas pretos Brasil.

“Seria muito legal se isso acontecesse o ano inteiro! Um projeto e uma curadoria pra galera preta entrar nos tops seria demais. Playlists feitas por vários artistas negros brasileiros. Bora lá, Spotify!”.

Protesto no prêmio Multishow

Uma premiação “da classe artística” tende a ser vista como um ambiente seguro e receptivo. Mas o assunto mais falado da edição 2019 foram os ataques racistas sofridos por Ludmilla quando seu nome foi anunciado como vencedora da categoria “Melhor Cantora”. A cantora foi chamada de “macaca” por alguém que estava na plateia – em tese, um convidado.

Um ano depois, Ludmilla decidiu dar sua resposta aos detratores. Para quem não lembra, ela fez um protesto ao vivo durante sua performance expondo áudios de ataques racistas que já sofreu. Para ela, a ideia era mostrar para as pessoas um pouco do que ela vive constantemente.

“Às vezes, algumas pessoas não entendem algumas atitudes minhas. Mas é tipo só a pontinha do iceberg de tudo o que acontece comigo nos bastidores”, revelou em entrevista.

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Escrito por Carolina Stramasso

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