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Brian May critica decisão do BRIT Awards de abolir categorias por gênero

A premiação britânica abriu mão das categorias destinadas a homens e mulheres em prol de uma categoria neutra para “artista do ano”.

Brian May não aprovou a decisão do BRIT Awards de criar a categoria neutra “Artista do Ano” em detrimento das categorias por gênero, “Melhor Artista Masculino” e “Melhor Artista Feminino”. Segundo ele, decisão da premiação foi feita de forma apressada em sem muitas considerações a respeito do futuro.

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Em uma entrevista ao The Sun, o guitarrista do Queen falou sobre o assunto. Questionado sobre a decisão e se a mesma deixaria as mulheres em desvantagem, ele respondeu:

“Sinceramente, não sei se isso prejudica um grupo, mas é uma decisão que foi tomada sem muito pensamento. Eu não sei quais são as consequências a longo prazo. Muitas coisas funcionam muito bem e podem ser deixadas como são. Acho que algumas coisas precisam voltar a ser o que eram antes.”

Brian May continuou:

“O que importa é justiça e igualdade de oportunidades, não importa quem você seja, e isso não está acontecendo no momento, pois todos estão tirando conclusões precipitadas e todos estão com medo de fazer a coisa errada. Eu acho isso muito desconfortável. Eu não acho que as coisas estão indo muito bem, eu tenho que dizer.”

Na última terça-feira (23), o BRIT Awards, que está sob a liderança do co-presidente da Polydor, Tom March, anunciou que abandonaria as categorias de gênero para artistas solo. No lugar delas, a premiação irá adotar duas categorias neutras: Artista do Ano e Artista Internacional do Ano.

Em comunicado, o BRITs disse que a mudança foi feita para celebrar “os artistas apenas por sua música e trabalho, ao invés de como eles escolhem se identificar ou como os outros podem vê-los, como parte do compromisso dos BRITs em desenvolver o show para ser tão inclusivo e tão relevante quanto possível.”

Foto: Cole Bennetts/Getty Images (Uso autorizado POPline)

O Queen não era diverso?

Na mesma entrevista, Brian May ainda fez comentários controversos. De acordo com ele, se o Queen fosse criado hoje, o grupo seria criticado por não ser tão diverso e seria “obrigado a ter um membro transgênero”.

“Tenho certeza de que se o Queen começasse agora, seríamos forçados a ter pessoas de diferentes cores e sexos e uma [pessoa] trans. Mas a vida não tem que ser assim. Podemos ser separados e diferentes. Por exemplo, Freddie veio de Zanzibar, ele não era britânico, ele não era branco – ninguém se importa, ninguém nunca, nunca discutiu isso. Ele era músico, era nosso amigo, era nosso irmão. Não precisávamos parar e pensar: ‘Ooh, agora, devemos trabalhar com ele? Ele é da cor certa? Ele é a propensão sexual certa? ‘. Nada disso aconteceu e agora acho assustador que você tenha que ser tão calculado com tudo.”

No Twitter, as reações foram as mais diversas e May recebeu inúmeras críticas pelos seus comentários. Um usuário da plataforma até fez uma piada: “Será que… Brian May acha que Freddie Mercury era um cara branco hétero?”. Fica o questionamento.

Escrito por Mari Pacheco

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