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Anitta

Anitta mudou letra de música para não soar racista

Cantora admitiu que já minimizou racismo, mas percebeu a importância de falar sobre preconceito racial

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No dia em que a indústria da música parou para protestar contra o racismo em várias partes do mundo, Anitta fez uma live para abordar o tema. Na transmissão, a cantora admitiu que já minimizou o assunto, mas, ao começar a prestar mais atenção, percebeu a importância de falar sobre preconceito racial. Mais atenta, a carioca lembra que chegou a mudar a letra de uma música nova para não soar racista, por exemplo.

Anitta conversou por mais de uma hora com duas militantes negras, as advogadas Silvia Souza e Juliana Souza. No bate-papo, ela tirou dúvidas sobre a história da escravidão no Brasil, desigualdades sociais, meritocracia, entre outros temas que reforçam o racismo estrutural da nossa sociedade.

A carioca disse que, apesar de ter ascendência negra, por parte de pai, ela “não é considerada” uma pessoa negra. Por isso, recordou ela, chegou a minimizar o racismo e reclamações de suas bailarinas negras sobre o preconceito.

“Às vezes nós viajámos para shows e, em alguns lugares, elas chegavam contando histórias do que tinha acontecido com elas e eu pensava: ‘ah, gente, está se vitimizando. Agora, tudo te olham torto porque você é negra”, contou.

“Até que a minha bailarina Arielle [Macedo] começou a me explicar as coisas. Comecei a perceber muito e fui aprendendo”, completou Anitta.

A cantora disse ainda que chegou a ouvir de algumas pessoas que era “esperta” por ter bailarinas negras para “não chamar tanta atenção”.

“Eu coloquei porque elas são lindas e dançavam bem. Aprendi a dançar com elas. Na época, fiquei revoltadíssima. Nunca falei para elas, mas eu ouvi isso algumas vezes”.

Mudança em letra de música

Mais atenta às questões raciais, Anitta disse que chegou a mudar a letra de uma música nova, recentemente, para não soar racista. Segundo a cantora, uma composição que ela recebeu tinha a palavra “mulata”, que é considerada pejorativa para se referir a pessoas negras. “Eu vi isso e eu já sabia, aí pedi para mudar”, contou.

Ao fim da conversa, a cantora fez um apelo aos espectadores, a maioria deles jovens:

“aprenda e se interesse porque existe sim [racismo], por mais que você pense, ‘eu não sou preconceituoso’. Várias atitudes… eu aprendo a cada dia coisas que têm origem preconceituosa. Aprendo a não fazer”.

Atualização: A equipe de Anitta procurou o Portal POPline para esclarecer que a música mencionada pela cantora na live como nova, na verdade, trata-se de um lançamento recente. Seria a canção “Rave de Favela”.

No trecho em que se canta “Morena? Tá teno”, havia a palavra “mulata” na letra original. A pedido da cantora, a composição foi alterada.

Depois do esclarecimento, nesta quinta-feira (04), retiramos a palavra “nova” do título desta matéria e atualizamos o texto com a informação.

Veja o vídeo!

 

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Manifestações contra o racismo

Há uma semana, os Estados Unidos enfrentam uma onda de manifestações. Milhares de pessoas foram às ruas em aproximadamente 140 cidades no território americano para reivindicar direitos raciais e justiça por George Floyd.

Floyd era um homem negro, de 46 anos, que foi brutalmente assassinado pela polícia. O motivo teria sido uma acusação de que ele tentou pagar uma compra com uma nota falsa de US$ 20.

Yungblud foi visto em manifestação contra o racismo e a truculência policial em LA (Foto: Reprodução)

Vários famosos se juntaram aos protestos no fim de semana. Foi o caso de Ariana Grande, Halsey, Youngblud, Shawn Mendes, Camila Cabello, entre outros, que se uniram ao povo nas ruas em nome da causa.

Além disso, nas redes sociais, diversas outras celebridades se pronunciam como Taylor Swift e a cantora Beyoncé.

Beyoncé usou o instagram para manifestar sua revolta. Em um vídeo publicado na rede, ela disse: “todos nós testemunhamos o assassinato dele em plena luz do dia. Estamos despedaçados e revoltados”. E acrescentou:

“Chega de assassinatos sem sentido de seres humanos. Chega de ver pessoas de cor como inferiores. Não podemos ignorar. George é nossa família na humanidade”.

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