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TIMEline: Como Khalid conseguiu se tornar o artista mais escutado do mundo no Spotify!

No mundo da música há uma prática comum: depois de alguns anos no mercado fonográfico, artistas tentam ampliar o leque de estilos musicais e passam a experimentar novos sons. O movimento arriscado pode desagradar uma parte dos fãs pop e às vezes até a crítica especializada, mas um nome da nova geração vem se destacando justamente por apresentar sua diversidade logo no início da carreira.

Da sua primeira música, lançada em agosto de 2016, à recente colaboração com P!nk na faixa-título do álbum “Hurts 2B Human”, Khalid já permeou por diversos gêneros musicais. Se a gente tiver que encaixá-lo em alguma caixa, as categorias de R&B e soul são as que mais abraçam a sua discografia, mas Khalid vem mostrando lançamento após lançamento, que é muito mais do que um único estilo.

A voz suave e aveludada se uniu à música eletrônica, ao hip-hop, ao pop, ao indie, ao rock e sem perder a identidade. Khalid soma à música e se adequa ao estilo do artista principal andando lado a lado com o idealizador da faixa. O resultado é o nome do cantor de apenas 21 anos como o líder de streaming global do Spotify. São quase 50 milhões de ouvintes mensais na plataforma e presenças em playlists de diferentes estilos musicais – muitas delas criadas pelo próprio Spotify.

Para exemplificar a gente volta lá para o começo. Enquanto a crítica especializada estava encantada com o álbum de estreia, o “American Teen” (2017), Khalid se filiava ao rapper Logic no hit Top 3 da Billboard “1-800-273-8255” e entrava para o álbum de Calvin Harris em “Rollin”. Em 2017, ele ainda emprestou seus vocais para música do também produtor e DJ Marshmello, aparecia no remix de “Homemade Dynamite”, da Lorde, e em um medley com “Thunder”, do Imagine Dragons. Se você ainda não achou que Khalid se provava como uma das vozes mais diversificadas da nova geração, em 2018 ele alçou voos maiores com “Love Lies”, com Normani, firmando seu nome no mercado global e voltando ao Top 10 da parada de singles dos Estados Unidos.

Ainda em 2018, Khalid arriscou colaborações com duas revelações da música para outras duas trilhas sonoras: com Billie Eilish para a segunda temporada do fenômeno “13 Reasons Why” e com H.E.R. em “This Way”, para a trilha com curadoria do rapper Future do filme “Superfly”. Em alta, ele também frequentou a parada de rap ao lado de Ty Dolla $ign e 6black com “OTW”, e do rapper Buddy em “Trippin’”; esteve no ranking de música eletrônica com “Eastside”, do produtor Benny Blanco e que tem também Halsey nos vocais, e com “Ocean”, do Martin Garrix; de pop com “Youth”, música de Shawn Mendes; e de R&B com Sabrina Claudio em “Don’t Let Me Down”. Ainda ano passado chegava ao mercado o EP “Suncity” com o single “Better” e “Saturday Nights”, reaproveitadas no segundo álbum do cantor.

A onipresença de Khalid fica claro todo o ano de 2017 e 2018 pode ser vista abaixo. Os lançamentos e sucessos em um curto espaço de tempo o colocaram na Billboard em rankings de rap, R&B, dance e, claro, nas principais dos Estados Unidos, a Hot 100 de singles e a Billboard 200 de álbuns. Este ano ele ainda frequentou a programação das rádios country com o remix de “Saturday Nights” com Kane Brown e voltou com força ao foco inicial da carreira, o R&B, com o álbum “Free Spirit”. A estratégia de marketing ambiciosa ainda incluiu clipes para todas as faixas resumidos em um filme dirigido por ninguém menos que Emil Nava. E o mais surpreendente: você ouviu Khalid praticamente por mais de dois anos ininterruptamente sem se cansar dele, um risco para quem não abandona os holofotes entre um projeto e outro.

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BROOOOO!!!! 🤯 WTF HAHAHAHAHA THANK U GUYS 🥺 NUMBER 1!!!

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“Eu amo amadurecer. Mal posso esperar para ver que tipo de música irei criar aos 25 anos. Vou ser para sempre jovem mesmo que eu tenha, vou dizer, uns 60”, disse a MTV. Khalid chegou ao mercado há menos de dois anos como o futuro do R&B norte-americano, mas de lá para cá o artista só provou que sua voz é difícil ser categorizada. Um dos requisitos para uma estrela possivelmente momentânea transformar-se em ícone.

Escrito por Amanda Faia

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