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“Sempre fui muito só”, reflete Djavan sobre carreira em entrevista onde celebra o novo CD, “Vesúvio”

Djavan está com disco novo! “Vesúvio” é o novo trabalho do compositor e cantor alagoano, que estreia nesta sexta-feira, (23). Ao longo de 13 músicas, inspirado no significado primário da palavra “Vesúvio” – um vulcão ativo do tipo composto, que expele material em fluxo intenso – o músico mescla ritmos afros, pop, flamenco, rock e funk ecoando com fluidez pelos ouvidos de quem escuta.

Se o disco se destaca pela diversidade rítmica, o ponto em comum entre as faixas é a recorrência das metáforas e imagens da natureza, expressando todo o seu poder avassalador. Em entrevista ao POPline Djavan fala sobre a produção do seu “Vesúvio”, do artista como um ser político e explica o porquê esse álbum traz o primeiro dueto do cantor após 17 anos, já que a sua última parceria com outro artista foi realizada em 2001 com Cássia Eller em “Milagreiro”.

O significado primário de Vesúvio é de vulcão ativo e intenso, originário de Nápoles, da Itália. Ao fazer um CD com uma mistura tão grande de sonoridades, parece que o seu objetivo era justamente expelir esses fluxos intensos para o público. De onde surgiu a ideia para o nome do disco?

Esse nome surgiu por conta da faixa título “Vesúvio”, que eu achei um nome solar, bonito, com força, que poderia dar essa conotação ao disco. Queria imprimir essa analogia, tanto que a minha alusão foi ao vulcão mesmo.

Na capa você aparece completamente pintado de tinta de preta. Isso faz parte do novo conceito que você tenta imprimir ao “Vesúvio”?

A capa foi a busca de fazer algo novo, diferente, algo que nunca tive, queria vir de maneira distinta. Recebi uma sugestão de pintar o rosto, me expus a isso e demorei três horas para me pintar e duas para fotografar. A capa deu muito trabalho para fazer, mas saiu como eu queria. É impactante, é uma capa que muda qualquer conceito de capa que já fiz até hoje.

Capa do novo disco de Djavan, “Vesúvio”. Foto: Divulgação

Neste CD podemos notar uma sonoridade “pop” com destaque e recentemente você cantou no Fantástico a música “Toda Sua”, da cantora IZA. Podemos aguardar uma fase mais pop de Djavan na era “Vesúvio”?

A música pop está inserida em minha formação. Eu tive uma formação superdiversificada e o foco da minha música é justamente a diversificação. Portanto, não é uma novidade o pop em mim, o que busquei na verdade é que ele ficasse mais acentuado, eu busquei composições mais fluidas e tudo, mas o pop faz parte da diversidade pela qual me encontro desde sempre.

Atualmente é notável e sabido que alguns artistas acabam lançando um trabalho mais por uma pressão “externa” do que por sua própria vontade. Isso já aconteceu com você?

Não, não sinto pressão nenhuma. O disco sai da minha cabeça, eu faço um disco exatamente como eu quero, como eu acho que tem que ser. Sempre foi assim. Eu tenho uma carreira pauta pela minha independência, então não sofro pressão de ninguém.

Djavan, a sua última parceria havia sido em 2001 com Cássia Eller na música “Milagreiro” e somente agora, após 17 anos, você volta a compartilhar os vocais de uma canção com o uruguaio Jorge Drexler. Você prefere fazer trabalhos individuais? Por que o hiato tão grande para uma nova colaboração?

Embora fazer parcerias esteja em um momento de evidência máxima por conta dos featurings e internet, eu sempre fui muito só na minha trajetória. As poucas parcerias que fiz foram oriundas de encontros felizes, convergência musical, de funcionamento e tal. Como queria lançar a música “Meu Romance” no mercado latino em versão espanhol, aí convidei o Jorge Drexler que é um cantor e compositor que gosto muito e daqui a pouco vai sair um clipe da canção.

No atual momento político do Brasil muitos artistas estão mais ativos nas redes sociais e expressando claramente as suas opiniões políticas. Como você avalia o papel dos artistas para a reflexão da política?

Acho que como o artista tem uma “tribuna”, acho que ele, talvez, tem até o dever de se manisfestar, orientar, dar toques, emitir suas opiniões, se envolver com as questões que envolve a vida do povo do país. É isso mesmo! É assim em qualquer lugar do mundo!

Escrito por Helena Marques

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