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Do TikTok para o coração de Cardi B e Dua Lipa, conheça Ramana Borba

Com apenas 20 anos, a gaúcha que conquistou Card B e Dua Lipa, é a convidada do Gente.Biz do POPLine.Biz é Mundo da Música

O brasileiro tem, reconhecidamente, um dom genuíno para dança. Por aqui, despontam muitas coreógrafas e coreógrafos que conquistam o gosto de artistas internacionais e ganham os palcos do mundo. E Ramana Borba é uma delas.

Com apenas 20 anos, a jovem gaúcha, soma mais de 231 milhões de visualizações em seu canal do YouTube, sendo reconhecida como o maior canal de dança com a protagonista negra da América Latina, segundo a plataforma.

Como reconhecimento, recentemente a dançarina teve seu canal selecionado para fazer parte do Fundo Vozes Negras, Fundo criado pelo YouTube para investir, apoiar e levar a arte de 132 canais para o mundo inteiro, sendo 31 canais brasileiros.

Os números são proporcionais ao talento que cativou cantoras como Cardi B e Dua Lipa. A dançarina Ramana Borba é a convidada do Gente.Biz e bateu um papo sobre sua trajetória profissional e em franca ascendência com o POPline.Biz é Mundo da Música.

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Conheça a história da dançarina

A jovem, que descobriu a dança aos 14 anos, é um sucesso agora aos 20. São mais de 1,6 milhões de inscritos no YouTube, mais de 1,1 milhão de seguidores no Instagram e 4,8 milhões de seguidores no TikTok, Ramana foi impulsionada pela mãe, que agora é empresária, desde a adolescência.

“Eu sempre falo que não fui eu que escolhi a dança, foi a dança que me escolheu. Porque eu não consigo lembrar de um momento da minha vida em que a dança não estivesse presente. Eu sempre gostei de dançar, mas no início eu era uma criança muito tímida, então eu tinha vergonha de dançar na frente das pessoas”, conta.

E completa: “Sempre gostei de criar shows, de brincar mesmo, e mostrar para minha família. Com isso minha mãe descobriu que eu gostava e me incentivou a fazer aulas. Entendi que queria seguir na dança quando comecei a fazer aula, conhecer vários profissionais, percebi o quanto que a dança é uma profissão séria”.

A dançarina reforça que estudar é uma condição sine qua non para se tornar uma dançarina profissional. “Você precisa estudar vários estilos diferentes para se profissionalizar. Então, cada vez mais que estava envolvida eu ficava mais apaixonada e sabendo que esse era o caminho que eu queria seguir”, destaca.

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Primeiros passos rumo ao sucesso

O crescimento do seu canal no YouTube abriu espaço para outras produções e a lista é longa. Ramana estreou em clipes em grande estilo com sua participação de “Pesadão”, da IZA. “Nessa época eu já tinha meu canal no Youtube, quando criei o propósito era de ver minha evolução na dança, nem imaginava que mais tarde iria me tornar uma digital influencer e que isso seria também o meu trabalho”, conta.

Na sequência, Ramana participou de clipes da Pabllo Vittar, na gravação do DVD da Ludmilla ‘Hello Mundo’, entre outros. Também dançou em grandes eventos como Rock In Rio 2018, nos shows de Iza, Delacruz e dividiu palco com o dançarino Justin Neto. Prêmio Multishow 2019 no ballet de Ivete Sangalo e Iza, e em 2020 ao lado de Iza.

A valorização da arte de Ramana veio com os convites de para coreografar produções grandiosas. Em 2018, ela foi convidada para participar do projeto do DJ internacional Steve Aoki e produzir um clipe para ele no Brasil. Deu tão certo que o seu vídeo superou o vídeo original, atingindo mais de 120 milhões de visualizações.

Além disso, a dançarina também foi convidada para coreografar o clipe “Pode Dançar”, do Pedro Sampaio e, logo após, por Lázaro Ramos para fazer toda a coreografia do clipe do Projota, “Ombrim”, com participação de Taís Araújo.

O ator a conheceu pelas redes sociais e como era o diretor do vídeo, não pensou duas vezes no convite e ela também aceitou de cara. Em ambos, os clipes de ‘challenges’ (desafio, em português) deram uma guinada nas redes sociais, principalmente, no TikTok.

Do TikTok para o coração de Card B e Dua Lipa

Durante a pandemia, seus Challenges viralizaram ao redor do mundo. O da música “Wap”, por exemplo, da Cardi B e Megan Thee Stallion, no TikTok, alcançou mais de 32 milhões de visualizações. A coreografia de Ramana caiu no gosto da cantora e foi compartilhada pela própria Cardi B mais de seis vezes no Twitter e Instagram, além de fazer questão de comentar no perfil da dançarina sobre sua preferência pela brasileira.

O vídeo da coreografia de ‘UP’ da cantora Cardi B, reproduzido por Ramana, foi utilizado como anúncio da campanha da música no Brasil, junto à gravadora Warner.


O vídeo da coreografia de “UP”, também da cantora Cardi B, reproduzido por Ramana, foi utilizado como anúncio da campanha da música no Brasil, junto à gravadora Warner.

Outra artistas que foi conquistada pelo gingado da Ramana foi a Dua Lipa. A artista teve sua coreografia incluída na versão oficial da música “Levitating”.

“Fico muito feliz com esse reconhecimento internacional, são artistas que eu admiro e me inspiro muito. O TikTok Brasil entrou em contato comigo para criar a coreografia “Levitation”, porque a Dua Lipa tinha falado que iria escolher a melhor coreografia da plataforma para fazer parte da coreografia oficial. Fiquei muito feliz, mas eu não esperava nada”, conta.

“Só postei, deixei lá, depois de alguns dias o TikTok dos Estados Unidos entrou em contato pra dizer que a Dua Lipa tinha gostado da minha coreografia e que ela queria fazer um Facetime comigo para eu ensinar para ela a coreografia. Ela e a coreógrafa acabaram usando alguns passos meus e uniram com alguns que elas já tinham”, completa.

@dualipaofficialpeek behind the scenes of the Levitating video with @ramanaborba , one of the #DuaVideo winners♬ original sound – Dua Lipa

Nos últimos anos, Ramana tem trabalho com grandes marcas em campanhas publicitárias de nível nacional e internacional. O formato como tem tocado sua carreira a fez ser contratada por diversas gravadoras para criar seus challenges ao redor do mundo.

“O Brasil está cada vez mais valorizando a dança, os dançarinos, compreendendo que não é uma profissão fácil, que você tem que ser dedicado e estudar. Mas vejo que cada dia mais estamos tendo voz e espaço”, revela a dançarina.

E finaliza: “Sempre lutei para a dança ser mais respeitada no mercado. Então, quando você começa a ter voz e entender que muitas vezes o dançarino não precisa ter um cantor na sua frente para ser considerado um artista, que nós somos tão artistas como, já começa a mudar muita coisa no mercado”.

Escrito por Rafa Ventura

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