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Nº1 não é tudo! 10 álbuns históricos que não lideraram a Billboard 200

Nicki Minaj ficou pê da vida porque seu álbum “Queen” foi barrado no topo da parada americana por “Astroworld” do Travis Scott. Ela soltou alfinetadas por vários dias e o tema rendeu por mais de uma semana. Mas ela pode ficar tranquila. Às vezes um disco não lidera a Billboard 200 e não se torna menos relevante por conta disso. O POPline separou uma lista de dez álbuns históricos na música pop, por razões diversas, e todos eles têm algo em comum: nunca foram nº1 nos Estados Unidos.

Michael Jackson: “Off the Wall” (1979)

O disco alcançou apenas a 3ª posição na parada americana, mas rendeu hits atemporais como “Don’t Stop ‘Til You Get Enough” e “Rock With You”. Tornou-se 8x platina nos Estados Unidos e se tornou um dos discos mais vendidos da história, com mais de 20 milhões de cópias comercializadas a nível global. Também rendeu um Grammy ao Michael no ano seguinte e entrou para o Hall da Fama do Grammy em 2008. Está nas principais listas dos melhores álbuns de todos os tempos.

Madonna: “Erotica” (1992)

A Rainha do Pop ficou com a vice-liderança na Billboard 200, mas deu bastante material para o mundo falar – por décadas. Estudada seriamente em mestrados acadêmicos, a cantora foi pioneira em tratar de fantasias e desejos sexuais femininos, promovendo uma revolução sexual na cultura pop. Especialistas apontam que esse disco abriu portas para gerações sucessoras e que, sem a coragem de Madonna, não existiriam muitas popstars. “Erotica” é visto como influência para Beyoncé, Britney Spears, Christina Aguilera e Lady Gaga, entre outras. Vendeu mais de seis milhões de cópias.

Mariah Carey: “Merry Christmas” (1994)

“All I Want For Christmas Is You” é um clássico natalino e sobreviveu a três décadas seguidas com grande força. Só por isso, esse álbum já é histórico. Apesar disso, o disco que apresentou a música ao mundo ficou em 3º lugar na parada americana. As críticos ao álbum também não foram muito favoráveis na época. Apesar disso, ele vendeu 15 milhões de cópias e é considerado o disco natalino mais vendido da história. Foi relançado em 2005 e ganhou um segundo volume em 2010.

Backstreet Boys: “Backstreet Boys” (1997)

“As Long As You Love Me”, “Everybody”, “I’ll Never Break Your Heart”, “All I Have To Give”, “Quit Playing Games (with My Heart)” e “We’ve Got It Goin’ On”: todos esses estouros fazem parte do álbum de estreia do grupo nos Estados Unidos. No entanto, seu pico na parada americana foi na 4ª posição. Mesmo longe do nº1, provou-se um sucesso atemporal, ultrapassando o certificado de diamante no país. As músicas são cantadas até hoje nos shows: os Backstreet Boys estão em atividade há mais de 20 anos. Não é para qualquer boyband.

Christina Aguilera: “Stripped” (2002)

“Beautiful” é desse álbum e só por isso ele já vale a pena: a música é uma das queridinhas da própria artista. Mas tem também “Dirrty”, “Can’t Hold Us Down” e “Fighter”, música que deu nome aos fãs da cantora. “Stripped” ficou em 2º lugar na Billboard 200, foi certificado como 4x platina nos Estados Unidos e vendeu cerca de 10 milhões de cópias mundialmente. Esse trabalho valeu a Christina várias indicações ao Grammy, e ela levou um troféu justamente por “Beautiful”.

Kelly Clarkson: “Breakaway” (2004)

O álbum que popularizou Kelly Clarkson no Brasil a deixou em 2º lugar na Billboard 200. Platina em 17 países, o disco é considerado um dos melhores de todo os tempos pela própria Billboard e recebeu certificado de 6x platina nos Estados Unidos. Hits como “Since U Been Gone”, “Behind These Hazel Eeyes” e “Because Of You” saíram dali. Kelly também ganhou seus dois primeiros Grammys com esse disco.

Britney Spears: “Blackout” (2007)

Para muitos, o melhor álbum da carreira de Britney Spears, de onde saíram os singles “Gimme More” e “Piece of Me”. Ficou com o 2º lugar na parada americana, mas ganhou certificado de platina e foi considerado um dos melhores discos do ano por vários jornais, revistas e sites. O álbum foi muito prejudicado pela má fase na vida pessoal da cantora: o mundo acompanhava diariamente sua imagem ruindo em flagras de paparazzi enquanto ela aparecia belíssima nos clipes na MTV. A fase conturbada prejudicou também a divulgação do disco, que contou apenas com uma performance no VMA, aquela que é gif usado até hoje.

Rihanna: “Good Girl Gone Bad” (2007)

Cerca de nove milhões de cópias vendidas. Segure essa sequência de singles: “Umbrella” (#1 na Hot 100), “Shut Up and Drive”, “Hate That I Love You”, “Don’t Stop the Music” e “Rehab”. Sem contar “Take a Bow” (#1) e “Disturbia” (#1) do relançamento do disco. Foi o álbum que marcou a transição de Rihanna de cantora teen para estrela sexy e quente. Seu pico foi na vice-liderança na Billboard 200. Com esse disco, ela fez sua primeira turnê mundial e recebeu sete indicações ao Grammy (venceu uma).

Lady Gaga: “The Fame” (2008)

O primeiro álbum da cantora é também o único dela que nunca liderou a Billboard 200. Seu pico foi o 2º lugar, mas está ali naquela tracklist muito do repertório emblemático de Gaga: “Just Dance” e “Poker Face”, dois singles nº1 na Hot 100, e também “LoveGame” e “Paparazzi”. O disco liderou a parada Dance/Electronic Albums por 107 semanas não-consecutivas e ganhou o Grammy nesta mesma categoria. É considerado pela Rolling Stone um dos melhores álbuns de estreia de todos os tempos. Junto com o relançamento “The Fame Monster” (que trouxe ainda os hits “Bad Romance” e “Telephone”), o disco vendeu mais de 15 milhões de unidades em todo o mundo.

Lorde: “Pure Heroine” (2013)

A cantora tinha só 17 anos quando lançou o disco que lhe rendeu quatro indicações ao Grammy – incluindo duas vitórias por “Royals”. O mundo inteiro cantou “Royals” e quis saber quem era essa menina nova: só esse single vendeu 10 milhões de cópias mundialmente. Ele ficou nove semanas no topo da Hot 100. O disco foi considerado o melhor de 2013 por vários veículos, incluindo o New York Times. Ele vendeu mais de duas milhões de cópias e ganhou elogio até de David Bowie que chamou Lorde de “música do futuro”. Críticos consideram que esse disco influenciou nomes como Alessia Cara e Halsey e fez com que outras artistas alterassem suas imagens ou sonoridades, como Miley Cyrus, Lady Gaga, Katy Perry e Taylor Swift.

Escrito por Leonardo Torres

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