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Ministro anula decisão de proibir manifestações políticas no Lollapalooza

Entenda a situação.

Foto: Multishow

Caiu! Na segunda-feira (28) o Presidente Bolsonaro e seu partido PL decidiram retirar o processo apresentado ao PSE que impedia manifestações políticas no Lollapalooza Brasil. Caso alguém desrespeitasse a ordem, uma multa de R% 50 mil seria aplicada. Tal decisão pode ser vista como uma forma de evitar que o caso se prolongue, já que o ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), iria levar a decisão para outros ministros do TSE. Logo, o veto poderia ser questionado e revogado.

Além disso, depois do veto, os casos de manifestações políticas aumentaram no festival e até fora dele. Se Bolsonaro queria acabar com manifestações negativas, ele foi muito infeliz. No entanto, se ele queria chamar atenção e manter seu nome na mídia, ofuscando a situação preocupante que está o país, ele conseguiu.

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Foto: Divulgação / Multishow

Entenda o que aconteceu

O Lollapalooza Brasil 2022 deu o que falar não só pela música e incríveis shows, mas também pelo movimento político que provocou. Em pleno ano de eleições presidenciais, artistas se mostraram contra Jair Bolsonaro e a favor de Lula na frente de milhares de pessoas e transmissão ao vivo.

Isso causou uma reação. Pouco antes do último dia do festival, o TSE acatou um pedido do partido do presidente Jair Bolsonaro, o PL, e proibiu atos de propaganda eleitoral no evento. Nas alegações, cenas como Pabllo Vittar segurando uma bandeira de Lula e Marina mandando um “F*ck Bolsonaro” significavam um “showmício”, mesmo que os políticos não tivessem envolvidos.

Decisão causou protestos

Além de não acabar com as manifestações políticas no Lolapalooza, muitos usaram suas redes sociais para confrontar a situação. Anitta é um bom exemplo. Ela chegou a fazer um vídeo se prontificando a pagar a multa de todos que descumprirem a ordem.

A gente não quer voltar para a estaca zero não, pelo amor de Deus, tá? E eu vou lutar com todas as minhas armas“, soltou Anitta.

O criador de conteúdo digital Felipe Neto também tomou atitude similar. “Caso sejam perseguidos por se posicionarem, nosso movimento Cala Boca Já Morreu se dispõe a ajudá-los com a defesa. Se alguém for condenado e precisar, eu ajudo a pagar essa multa ilegal“, escreveu ele no Twitter.

Conclusão

No fim das contas, a liberdade de expressão sempre vai falar mais alto – independente do posicionamento político.

De acordo com um ministro próximo de Bolsonaro, a ação do PL foi considerada um desastre, já que o presidente não poderia mais sustentar o discurso que faz de liberdade total de expressão caso apoiasse a proibição de críticas de artistas ao governo”, escreveu a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna.

A música é arte, algo que se mistura com expressão e isso recai na política. Atos desse tipo são genuínos e vão continuar a acontecer.

Escrito por Caian Nunes

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