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Mano Brown e Wagner Moura falam sobre “Marighella” em episódio do ‘Mano a Mano’

Ator e diretor é o convidado do penúltimo episódio da temporada

Foto: @jefdelgado

Mano Brown chega ao penúltimo programa da temporada do “Mano a Mano“, seu podcast original Spotify, nesta quinta-feira (2). O novo episódio traz uma entrevista com o ator e diretor Wagner Moura.

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O filme “Marighella“, dirigido pelo convidado e recém-lançado no Brasil, foi um dos tópicos do encontro entre o rapper e o diretor. Brown foi a primeira escolha de Moura para protagonizar o longa, mas o músico não prosseguiu com o papel por falta de agenda, embora também diga que não nasceu para a profissão de ator.

“Eu acho que eu não nasci pra isso e aprendi a respeitar muito mais a profissão de ator. Não é fácil e não é pra qualquer um. Tem que estudar, tem que ter tempo, tem que ter compromisso. Você tem que ser livre, tem que renunciar muita coisa, dos seus próprios complexos. Eu não sei como vocês lidam com isso quando estão sozinhos”, confessa Mano Brown.

A admiração mutua fica evidente quando o ator relembra um dos primeiros shows que viu do Racionais em Salvador: “Eu nunca vou esquecer aquele show. Você chamou uns moleques do rap de Salvador no palco, você rimou, você fez freestyle com um moleque lá. E eu nunca vou esquecer aquilo, cara. Aquele cara era muito zangado. Era uma raiva muito potente e compreensível”, recorda.

Foto: Jefdelgado

O diretor de “Marighella”, então, questiona o que mudou daquela época em relação ao Brown de hoje.

“Eu não sou cheio de razão. Eu não afirmo mais nada com tanta convicção. Tá tudo em mutação. Só com 50 anos você percebe isso. Com 20 anos, você é um incendiário, e depois dos 30, vira bombeiro. Você quer corrigir as coisas, aquelas músicas, aqueles machismos, aqueles erros brutais da juventude que só o jovem tem direito a cometer”, responde o MC.

O encontro não poderia deixar de abordar temas ligados à política. Durante a entrevista, Wagner relembrou quando começou a se interessar pela pauta. “Quando eu comecei a entender que eu vi coisas que não faziam sentido, foi quando eu comecei a procurar saber. (…) Minha casa não era uma casa de gente politizada. (…) Depois que eu entrei para a faculdade de Jornalismo, aí sim, aos 17 anos, abriu um mundo“, comenta Wagner.

O último episódio do ‘Mano a Mano’ vai ao ar na próxima semana, no dia 9. Desde a sua estreia, a produção tem arrancado elogios da crítica, principalmente, pela desenvoltura de Mano Brown como entrevistador.

A lista de convidados do podcast contemplou personalidades das artes, da ciência, esporte e política. Nomes como Leci Brandão, Djonga, Lula, Karol Conká, Ludmilla, Drauzio Varella e Djamila Ribeiro participaram do programa.

 

Escrito por Douglas Françoza

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