Lana Del Rey explica seu posicionamento em post polêmico nas redes sociais
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Lana Del Rey fala sobre polêmico post em suas redes sociais e revela título de seu próximo álbum

Lana Del Rey foi mais uma das cantoras a serem criticadas na internet nos últimos dias. Após uma publicação em suas redes sociais, onde se abria ao rebater acusações de “glamorizar o abuso sexual”, Lana foi taxada até de racista por algumas de suas afirmações publicadas e ela resolveu se explicar.

Lana Del Rey explica seu posicionamento em post polêmico nas redes sociais
Foto: Getty Images / Uso Autorizado POPline

Em vídeo, Lana Del Rey defende seu posicionamento e explica suas afirmações, que para ela foram mal interpretadas, e rebateu as acusações de racismo recebidas recentemente após a polêmica publicação.

Além disso, a cantora confirmou os seus próximos lançamentos: dois livros de poesia e sue próximo álbum, que receberá o nome de “Chemtrails Over The Country Club”, e que será lançado no dia 5 de setembro.

Veja o vídeo completo de Lana Del Rey e a tradução de seu discurso:

 

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Uma publicação compartilhada por Lana Del Rey (@lanadelrey) em

Olá, então… Eu não queria ser um cavalo morto e não queria ficar falando demais sobre esse post, mas eu só queria esclarecer a vocês que naquele post, minha primeira e única declaração pessoal que eu fiz… Obrigada por serem tão calorosos e acolhedores…. Era sobre a necessidade de fragilidade no movimento feminista, vai ser importante.

E quando eu mencionei “mulheres que se parecem comigo”, eu não quis dizer “brancas como eu”, eu quis dizer o tipo de mulheres que outras pessoas podem não acreditar nelas porque eles pensam, “oh, olhe pra ela, ela merece isso”, ou qualquer coisa do tipo… Há muita gente assim, sabe?

E eu acho que é triste que as mulheres que eu mencionei, estejam elas cantando por dinheiro ou o que seja, as mesmas coisas que eu tenho cantado por 13 anos… […] A diferença é que quando eu chego eu sou chamada de “vadia”, mas quando [FKA] Twigs chega, é arte.

Quero dizer, eu sou lembrada constantemente pelos meus amigos que, liricamente, há camadas, fatores psicológicos complicados que entram em algumas de minhas composições, mas o que eu quero dizer agora é a cultura está muito em voga agora e o fato que eles querem transformar meu post sobre fragilidade em uma guerra racial é muito ruim, muito ruim de verdade.

Especialmente porque naquela mesma declaração eu falava sobre a importância de fazer reparações, pra mim, para a comunidade nativo-americana, porque eles me tocaram tanto em minha juventude. E que eu acredito em reparações pessoais porque é a coisa certa a fazer e o que eu acho que é muito triste é que, como uma garota das garotas, como alguém que quer o melhor para todas as culturas, quando Marion Williams falava sobre reparações para a comunidade negra, que nunca foram feitas durante o período de emancipação.. Por isso eu gostava dela, porque eu sempre me senti dessa forma.

Então, eu só queria dizer a todas as mulheres por aí, que são como eu… boas meninas, com boas intenções, que são f**idas o tempo todo pela cultura, só porque dizem o que realmente querem dizer.. Eu estou com vocês e eu sinto por vocês e eu sei que vocês sentem por mim e eu sou super forte, sabe? Vocês podem me chamar do que for.. Desculpem-me por não ter colocado uma mulher 100% branca entre os nomes que eu admiro, mas isso diz muito mais sobre você do que diz sobre mim. E o que eu acho que é interessante é que na primeira vez que eu decido dizer a vocês qualquer coisa sobre minha vida ou o fato que estou escrevendo livros que falam sobre essa fragilidade, chegam 200 mil comentários odiosos, sabe? O meu número de telefone vaza…

É o oposto do espírito que eu prego, é o que causa a fragilidade. Mas isso não vai me parar, ponto final. Então eu só queria dizer que ninguém tem que contar sua história além de você mesmo e mesmo que isso signifique ser meio bagunçada no caminho, porque infelizmente quando você tem um bom coração, nem sempre isso aparece.

Faça essas reparações pessoais, para curar o carma de sua própria família e a doença desse país, sabe? Abuso doméstico e problemas de saúde mental são a segunda epidemia que estão surgindo dessa pandemia. É uma coisa real. Isso era o que eu estava falando.

Como sempre eu sou grata que minha musa ainda está aqui e que nos últimos três anos fui abençoada com a habilidade de criar dois livros com lindos poemas e eu acho que meu novo álbum “Chemtrails Over The Country Club” é especial também.

E peço desculpas que algumas das meninas que mencionaram aquele post têm uma opinião super diferente da minha e especialmente porque nós éramos tão próximas por tanto tempo.. Mas, novamente, isso faz você ir até os lugares mais profundos de seu coração e dizer: “será que estou sendo bem intencionada?” E claro, pra mim, a resposta é sempre sim.

Eu mal compartilho as coisas e é por causa disso, sabe? E a razão que eu estou fazendo esse post, mesmo sabendo que é um pouco demais, né? Há mulheres por aí que têm muito a dar e não conseguem chegar ao lugar, espiritualmente falando, que precisam estar porque há mulheres que odeiam elas e tentam derrubá-las, no meu caso são cantoras alternativas ou jornalistas mal intencionados, homens que odeiam mulheres!

Mas eu não sou o inimigo, eu definitivamente não sou racista, não desvirtuem isso. Ninguém pode contar sua história além de você mesmo e é isso o que eu vou fazer com os próximos dois livros.

Então, deus abençoe vocês e vá se f**er se você não gosta do post.

Escrito por Kavad Medeiros

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