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Para não fecharem as portas, JazzNosFundos e JazzB lançam campanha de financiamento coletivo

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O JazzNosFundos e o JazzB tentam sobreviver desde março, após o fechamento em função da pandemia. Centenas de músicos poderão ficar sem esses importantes espaços que, nesses quase 15 anos de história, realizaram mais de 5.000 shows e receberam mais de 300.000 pessoas.

E para reverter essa situação, as casas lançam uma campanha de financiamento coletivo, através da plataforma Benfeitoria. A campanha de captação está no ar desde o dia 14 de outubro e  terminará em 29 de novembro. Para realizar uma doação, clique aqui.

São três metas a serem alcançadas, sendo a primeira de R$ 323.000,00 para concluir pagamentos de funcionários e colaboradores e pagar parte do aluguel; a segunda de R$ 166.000,00 para quitar os aluguéis até dezembro e pendências finais com fornecedores e colaboradores, garantindo assim, o espaço até o final do ano; e na meta 3, de R$ 150.000,00, será utilizada para regularizar um empréstimo em banco, cujo pagamento foi suspenso durante a pandemia e impostos atrasados.

As recompensas vão desde um agradecimento no site dos espaços, ou em placas com os nomes dos benfeitores, camisetas, vinhos, obra de arte do fundador do JazzNosFundos e do JazzB e artista plástico Máximo Levy, até mesmo opções de clube de sócios com um par de ingressos por mês para shows durante um ano inteiro, assim que as atividades das casas forem retomadas.

“Durante todos esses meses, trabalhamos nos bastidores vendendo o estoque de bebidas, procurando por parceiros, tentando linhas de crédito em instituições públicas e privadas, submetendo projetos em editais, produzindo conteúdo on-line, mas sem sucesso”, conta Máximo Levy. E conclui, “Agora, chegamos no nosso limite e precisamos de ajuda para não só encerrar os pagamentos que iniciamos em março, mas também para continuar nosso sonho de ser o palco dos mais talentosos instrumentistas do Brasil e do mundo”.

Desde o dia 24 de setembro, o JazzB foi reaberto sem shows, apenas com parceiros na comida, como parte do projeto piloto Ocupa Rua, que permite o uso de calçada por bares e restaurantes. Mas mesmo com a abertura, as pendências da casa não serão resolvidas. Já o JazzNosFundos, poderá ter que entregar o imóvel no próximo mês. 

O JazzNosFundos nasceu em 2006 e o JazzB em 2013. As casas tornaram-se conhecidas pela originalidade por suas instalações artísticas e pela ótima música. Desde 2015, do fundo do estacionamento, JazzNosFundos foi para o imóvel ao lado, onde investiram em duas salas de shows.

Em 2019, celebraram o aniversário do piano Steinway & Sons, centenário, com a série 100 anos do piano. A programação da casa foi reconhecida pelo JazzAhead, a mais importante feira de jazz da Europa, para fazer parte do júri em 2019. O JazzB foi a única casa de shows brasileira a figurar no documentário de Zuza Homem de Mello ao lado de clubes históricos de Nova York como Village Vanguard e Birdland.

Entre as duas casas, passaram artistas nacionais como Toninho Horta, Hamilton de Holanda, André Mehmari, Trio Corrente, Nelson Ayres, Vera Figueiredo, entre muitos outros, e internacionais como Camille Bertault (FRA), Ms Maurice (UK), Emma-Jean Thackray (UK), Mike Moreno (EUA), Anat Cohen (ISR) e muito mais.

Para realizar uma doação, clique aqui.

Crise das Casas de Shows

A crise das casas de shows como reflexo do fechamento pela pandemia ocorre em todo o Brasil.

No Rio de Janeiro, o Metropolitan, que vinha sendo chamado de “Km de Vantagens Hall” nos últimos anos, não vai reabrir pós-pandemia. A coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, informou na última terça-feira (20) que o local poderá dar lugar a um supermercado.

 
No início da pandemia, nosso colunista Leo Feijó expôs sua preocupação com o cenário, tendo em vista que a Live Nation perdeu US$ 1 bilhão em valor do mercado e que a indústria de concertos fatura US$ 26 bilhões por ano. Além de gerar prejuízos com os adiamentos, a indústria de shows sofre com a impossibilidade de planejamento.
 
Confira mais sobre a sua análise, acessando aqui.
 

Escrito por Redação POPLine

Divulgação/MEP

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