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“Eu Feat. Você”: Melim comenta novo álbum faixa a faixa

Melim cantando e tocando violão em cenário praiano
Foto: Divulgação

Nesta sexta-feira (15) foi o grande dia onde os fãs puderam ouvir as novas músicas do Melim presentes no álbum “Eu Feat. Você”, o segundo da carreira do grupo. Mostrando evolução e maturidade, as faixas já estão sendo um sucesso. Para falar em detalhes sobre o lançamento, o POPline conversou com o integrante Diogo, que fez uma dinâmica “faixa a faixa”. Ele contou detalhes de bastidores de cada canção!

“A gente enxerga muito que somos um instrumento para a alegria, mas também para levar informação, educação, cultura… Todo trabalho representa uma fase e uma etapa da vida. Então, no último trabalho representava muito do que a gente era na época que a gente lançou. Um dia, um amigo meu me disse: ‘a gente não fica mais burro, a gente vai ficando mais inteligente’. Eu acho que, a cada dia mais a gente vai evoluindo, estudando, ouvindo novas referências de som, aprimorando. Esse álbum condiz muito com o que a gente é e acho que a gente consegue levar isso para a música”, afirmou.

Mesmo confessando estar cansado, já que a rotina de um lançamento é intensa, ele falou das canções com muito orgulho. É um trabalho que mostra mais do Melim!

1. Eu Feat. Você

É a minha canção preferida do álbum! É o single, com o primeiro clipe depois de “Gelo”. Eu curto muito porque eu sou um cara que gosta muito do pop e tem influencias do pop. Ela vai lá no Ed Sheeran, também meio Coldplay.

Ela começou com uma que o Rodrigo fez com o Gabi, então e eu escutei e o Rodrigo perguntou se eu gostei. A gente é muito sincero, então eu disse: “olha, gostei, mas acho que o começo da música é muito mais foda que a música inteira. Quando vocês começaram a cantar eu achei que vocês iriam para outro lugar”. Eu pensei em fazer uma outra música a partir dela. Todos toparam e isso não saiu da minha cabeça.

Depois de um tempo, um dia no avião, eu fiquei o voo inteiro, duas horas, de olho fechado e pensando em melodias. Eu fiz uma melodia que eu achei foda. Ok, beleza, vai ser isso. Aí comecei a pensar no refrão. Eu tentei de tudo, mas não conseguia pensar nada para o refrão. Então eu mostrei o que eu tinha e o Rod disse: “cara, isso não é meio não, cara isso é o refrão. A gente não vai conseguir fazer melodia melhor que essa”. O refrão foi muito engraçado. Quando saiu a ideia do “feat. é hit” a gente começou a rir demais no quarto. A gente logo chamou o Lelê, que é um dos maiores produtores musicais. Ele não é de mostrar muita empolgação, mas a gente ficou pulando e achando incrível. Ele disse que gostou, mas ele nunca mostra muita animação, porque ele quer que a gente faça mais. Aí todo mundo mundo gostou e ficou isso.

Tinha uma parte, a das palmas, que tinha uma letra. Mas o “Oh nana” ficou melhor que a letra, tá dizendo mais. Às vezes uma melodia já explica tanto, que quando você coloca uma letra, coloca pra outro lugar. O mesmo aconteceu com “Ouvi Dizer”, do primeiro álbum, o “Papapaparapapapa Ôôuôô” também era pra ter uma letra, mas decidimos não colocar.

2. Relax (feat. Rael)

Essa é uma música que a Gabi com o Rod, começaram pelo refrão e eu achei muito maneiro. Me lembrava umas paradas antigas do reggae nacional. Uma coisa diferente, não era tão pop e tão atual, trazia um peso para a música. Parecia um reggae antigo. Eu falei: ‘cara, vamos fazer uma música pop para esse refrão’. Aí deu certo!

Fizemos um meio, uma coisa bem pop gringa, baseada na Rihanna. A gente também pensou em fazer uma segunda parte para ela, para não ficar com uma letra tão repetitiva. Aí chegou o Rael, que é uma inspiração pra gente na hora de compor. Ao mesmo tempo que ele pop, ele consegue ser pop sem ser plástico. Tem uma forte personalidade. Então, a segunda parte a gente fez baseado no Rael. Aí, quando a gente convidou o Rael, a gente disse: “cara, quando a gente fez essa música foi pensando em você mesmo”. Deu super certo! Eu ouvi a voz dele e é muito surreal, é a materialização do que a gente tinha imaginado lá atrás.

3. Cabelo de Anjo (feat. Lulu Santos)

O Lulu Santos é especial! Além da parte artística, de interpretação, das guitarras e vilões, tem o lance das composições. Ele é muito completo, as músicas são únicas. Ele também tem uma parada muito solar, que influencia nosso som. Além, é claro, de ser um cara emblemático na música. Ele veio para poder deixar esse álbum ainda mais especial. Em contraponto, ele entrou em uma canção suave e doce, romântica.

Essa é uma das músicas mais especiais pra mim por ser uma homenagem para minha filha. Ela começou com o Rodrigo e o Vitor, da Tritom. Eu já tinha falado pro meu irmão há muito tempo que eu queria fazer uma música em homenagem para minha filha, a Mel, e eu tive a ideia de fazer uma música chamada “Cabelo de Anjo”. Eu tinha ouvido uma música do Jack Johnson que era “Eu tenho um anjo / Ela não usa nenhuma asa”, uma desconstrução do que é um anjo real. Isso foi há muito tempo e tinha ficado na minha cabeça como uma música de uma homenagem. Quando minha filha nasceu, isso ficou dentro de mim. No entanto, eu queria que saísse no momento certo.

Um dia, então, o Rod veio e disse: “eu lembrei que você tinha falado que queria fazer uma música de anjo para a Mel e veio essa ideia. Queria saber que essa fosse a música de anjo que você queria fazer pra Mel”. Aí eu ouvi e fiquei receoso, eu falei: “eu gostei dessa música, mas não sei se é essa que eu queria fazer pra ela”. Depois disso, eu sonhei por mais de dois dias pela música. Aí eu percebi que tinha que ser essa mesmo, eu fiquei apaixonado. Acho que eu fiquei receoso porque eu não tinha começado a música, e música envolve apego. O fato de eu ter sonhado mo mostrou que o importante era a homenagem, e não se eu comecei ou não. O que importa é o sentimento, a homenagem. Então sentamos para fazer uma parte C para música e ficou uma das partes mais bonitas. A princípio o Rod iria cantar, mas ele fez questão que eu cantasse. Ficou lindo.

4. Gelo

Ele falou sobre essa em outra entrevista: Primeiro veio do sentimento, da história da música… “Você me deu um gelo”. A gente fez essa composição em partes e a primeira coisa que saiu foi o refrão. Foram seis compositores, eu e o Rodrigo na parte do refrão, e eu não sei quem era o sofrido do grupo, mas acho que alguém entrou nessa vibe de dar uma brincada com essa coisa de quando a pessoa não responde, ou algo desse tipo, e então a gente puxou essa ideia… Do “Gelo” veio a ideia de transformar esse tema no mood da canção, de colocar toca, chuveiro quentinho… Foi uma brincadeira.

5. Menina de Rua

Eu, Rodrigo e Gabi temos muito orgulho dessa música. Antes de ser cantor, a gente é ser humano. Acho que o propósito vem antes do que o formato, a música é um instrumento que a gente encontrou para fazer uma transformação no mundo. Mas se não fosse a música, eu iria fazer outra coisa que o propósito seria o mesmo. Eu já tenho tudo o que preciso, então o que vai me preencher é saber que eu tô usando meu tempo, energia e esforço para causar transformação.

A “Menina de Rua” é uma música que conta um pouco de algo que eu passei num dia que eu não tava muito bem. Eu acabei conhecendo essa menina por acaso. Eu tava no meu carro e a conexão que eu senti com ela mudou alguma coisa dentro de mim. Não querendo glamourizar o fato dela estar na rua e estar feliz. Mas ao mesmo tempo, a leveza dela tocou meu coração. Eu pensei: “cara, como é que pode, eu tenho tudo e ela que está feliz”. Eu fiquei bem, graças a ela. Isso abriu meus olhos sobre o quanto as pessoas são especiais. Todo mundo tem o que ensinar e o que aprender. Eu pedi a ajuda do Rodrigo para fazer essa música baseada nessa experiencia e ficou muito legal.

6. Quem Me viu

O mais irado é que as músicas desse disco falam de vários assuntos que não são só de amor romântico. “Quem Me Viu” é uma delas. Fala de superação. É de uma pessoa contando como se sente, que teve desafios, mas está feliz. Agora ela já superou tanto que as pessoas não vão mais reconhecer ela, no sentido, é uma outra pessoa. Acho que a gente sempre tem a oportunidade de se reinventar! E isso é em qualquer aspecto da vida, pode ser relacionamento, pode ser trabalho.

Outro aspecto é que essa música é bem o que as pessoas esperam do Melim. Eu ouvindo ela, lembro do Melim do primeiro álbum, é um elo de conexão. Eu acho que as pessoas vão se sentir confortáveis.

7. Pega a Visão

Essa é uma música da Gabi. Eu acho que é muito linda e objetiva. Você dá play nela e consegue curtir do começo até o final. É uma música que acerta rápido a emoção. Eu adoro. Ela entrou muito no finalzinho do disco, a Gabi faz isso, ela esconde o ouro.

8. Cantando eu Vou (feat. Saulo)

O Saulo é demais! Os nossos empresários estavam ouvindo e falaram: ‘esse cara é maneirão, né?’. E é exatamente isso. O Saulo consegue cantar exatamente o que ele é. É um cara de muita luz, passa muitas coisas boas para a gente. Eu sou muito agredecido por ele estar nesse álbum. É uma música que a gente fez em parceria com o Juliano Moreira e eu gosto muito. Ela lembra um reggae que eu ouvia quando eu era um pouco mais novo, como Chimarruts e Natiruts.

A princípio, a gente iria colocar “Menina de Rua” para encerrar o álbum. Depois a gente reformulou porque “Cantando Eu Vou” parecia mais festiva e uma boa forma de finalizar.

Escrito por Caian Nunes

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