Conduíte aposta em elo entre investimentos e a música
João Machado, Leandro Almeida e Marcus Buaiz (esquerda para direita, em pé) Bruno Azevedo, Luis Roberto, Eduardo Prado e Marcelo Lins (esquerda para direita, sentados) Foto: Conduíte/Jorge Bispo
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Conduíte aposta em elo entre investimentos e a música

Fundo chega com composições do cantor Thiaguinho e fala sobre mercado de direitos musicais

O futuro do mercado musical já começou: do streaming ao NFT e novos palcos digitais, um novo protagonista tem aquecido a indústria global e a tendência já começa a ganhar forma no Brasil. Estamos falando sobre o mercado de catálogos musicais, com o surgimento de fundo de investimentos especializados em direitos musicais e que apostam no crescimento exponencial do setor.

Analisando esse cenário ainda emergente no Brasil, o POPline.Biz é Mundo da Música conversou com a Conduíte, um novo fundo de investimentos que objetiva conectar os detentores e investidores. A equipe, chamada de “Condutores”, é formada por Bruno Azevedo, Eduardo Prado, Marcelo Lins, Luis Roberto, João Machado, Leandro Almeida e Marcus Buaiz.

Já fazem parte do catálogo da Conduíte composições de Thiaguinho, Prateado (responsável por sucessos de Thiaguinho, Exaltasamba e Belo), além de Flavinho Tinto, Douglas Melo e Nando Marx, trinca de compositores responsáveis por diversos hits sertanejos, como o recente “Esses Vícios”, da dupla Zé Neto & Cristiano.

A base da nossa relação com os detentores dos direitos musicais, sejam eles compositores ou intérpretes, parte da transparência, onde buscamos esclarecer para eles os direitos que são detidos pelos mesmos. Desta forma, traduzimos para estes criadores valor de uma forma diferente, mostrando que suas músicas poderiam ter seu valor ressignificado dentro de uma nova cadeia de valor”, destaca o condutor Eduardo Prado.

Prado afirma que o papel do fundo é ser um veículo de condução entre o mundo dos investimentos e o da música. “Nosso princípio é de tratar com justiça e equidade tanto criadores musicais quanto investidores, de forma a gerar mais valor em toda a cadeia”, pontua.

“Por fatores estruturais, este mercado viveu na última década uma seca de capital, onde bons projetos não puderam ser viabilizados pelo grande cenário de incerteza. O novo momento que vivemos torna propício a atuação da Conduíte como esse integrador, levando oportunidades diversificadas para os investidores, com segurança e confiabilidade e ao mesmo tempo; novos recursos a um mercado que não para de crescer”, revela Prado.

Questionado sobre a análise de valor e investimentos em relação ao catálogo do artista, Prado destaca a experiência do time envolvido que já atuou tanto no mercado independente, quanto em multinacionais.

“Esse time é amplamente capaz de traduzir o mercado musical e de sua nova transição para o streaming, em análises financeiras para avaliar de forma precisa os projetos, mas, sem perder a sensibilidade e o entendimento com cada história e cada obra, unindo o melhor dos dois mundos”, diz Prado.

Valor do mercado de catálogos para artistas e investidores

A Conduíte começa a sua trajetória no mercado brasileiro com grandes catálogos, incluindo composições do cantor Thiaguinho. Prado revela que a prospecção é prioritariamente ativa, “buscamos sempre analisar as melhores oportunidades existentes hoje, tendo como foco os principais catálogos e repertórios da história da música brasileira”, diz o condutor.

“Além disso, nossa tese de investimentos sustenta um catálogo diversificado em gêneros musicais, onde aproveitamos os relacionamentos construídos respeitosamente ao longo da última década com o mercado. Queremos juntos ressignificar o mundo da música, mas sempre preocupados nos relacionamentos a longo prazo, defendendo os interesses de ambos como parte da cadeia”, pontua Prado.

O executivo analisa o mercado de investimentos em direitos musicais em plena expansão, a partir do exemplo global onde a música vem se mostrando como uma modalidade de investimento segura, independente e lucrativa.

“Este movimento ocorreu por conta do avanço da digitalização e do Streaming, esse novo jeito de consumir música que aumentou a previsibilidade de receitas do segmento, bem como a rastreabilidade dos pagamentos, tornando o negócio mais seguro pro investidor”, analisa Prado.

O condutor destaca os resultados do Brasil e do mundo no último relatório da IFPI e a partir disso, acredita que o crescimento continue e se solidifique nos próximos anos, conforme as plataformas digitais continuem a aumentar suas bases de usuários.

“Neste sentido, tivemos um timing muito especial, com um aumento de liquidez no mercado que permitiu captarmos investimentos direcionados a novas modalidades, que antes poderiam ser preteridas por outras modalidades mais tradicionais de investimentos”, celebra Prado.

Oportunidades de Investimento e Educação Financeira

A Conduíte foi construída inicialmente como um fundo de investimentos privado que busca atrair investidores capazes de entrar com recursos financeiros e expertise para atuar em conjunto no desenvolvimento do negócio, afirma Prado.

“Nossos planos de abertura futura para outros investidores, acontecerão em momento oportuno. Nosso objetivo não é captar negócios indiscriminadamente no mercado. Atuamos sempre com muita diligência e critério, de forma a sustentar nossa visão de atuação junto aos detentores de direitos que passarão a ser nossos parceiros. É imprescindível para nós mantermo-nos fiéis a nossos valores e princípios“, destaca Prado.

Com foco atual em direitos musicais, Prado também enxerga possibilidades em outros ramos de investimento, como em shows, por exemplo. Contudo, o executivo afirma que o objetivo é conduzir os investimentos para direitos musicais, que tem suas vantagens como a rastreabilidade e a previsibilidade.

Durante o período da pandemia, diversos profissionais da cultura encontram-se em situações financeiras sensíveis, sobretudo, que expõem além da disparidade econômica existente, um problema de gestão financeira saudável para esses profissionais. Prado afirma que um dos valores do fundo é a educação financeira.

Para nós, de nada adianta conduzirmos grandes valores para a música, sem que eles sejam revertidos de forma adequada para desenvolvimento de artistas e projetos. O mercado já caminha nos últimos anos num movimento de profissionalização do setor. Buscamos auxiliar nesse movimento criando assim novos projetos vencedores dentro deste mercado”, diz Eduardo Prado.

“Acreditamos que nossa atuação é participativa em qualquer fase da carreira de um compositor ou artista, porém existem papeis que não queremos sobrepor no mercado, que são os dos empresários, editoras, gravadoras e distribuidoras. Sabemos da importância de cada um nessa linha do tempo e por isso nós coexistimos, para dar novas possibilidades aos detentores dos direitos”, complementa o executivo.

Prado afirma que a Conduíte também atua como consultores dos seus parceiros, orientado caminhos mais equilibrados, de forma a contribuir significativamente não apenas na gestão dos seus direitos, mas no seu desenvolvimento pessoal e profissional de forma conjunta.”Temos no nosso DNA, conduzir uma parte dos nossos investimentos para novos artistas, impulsionando a cultura, a música brasileira e incentivando as carreiras desde o início”, finaliza.

Escrito por Láisa Naiane

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