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#TudoVaiFicarBem Clipe de Pabllo Vittar gera onda de desabafos sobre LGTBQfobia na Internet


O último clipe da era “Vai Passar Mal” da Pabllo Vittar, lançado na noite de terça (10/4), despertou uma onda de desabafos na Internet. Tocadas por “Indestrutível”, que mostra uma história de bullying homofóbico na escola, muitas pessoas LGBTs estão compartilhando suas próprias experiências na Internet. A hashtag #TudoVaiFicarBem traz vários relatos no Twitter. Além disso, os famosos vídeos de “reação”, feitos por youtubers, se tornaram um lugar para dividir o peso do bullying e da discriminação sofridos no passado ou diariamente.

“Eu me vi nesse clipe, me vi ali na história. Tudo que a pessoa estava passando ali eu já passei também. Sou uma mulher transexual, ou seja, na minha época de escola, eu não era como sou hoje. Eu era muito diferente. Por eu não ter essa aparência de menina e ter esse jeito meio louquinha, o pessoal pegava muito no meu pé. Eu repeti três vezes de ano, porque não conseguia ir ao colégio. Era muito bullying. Eu não gostava de falar isso com a minha família, porque não queria que minha mãe sofresse” – Mandy Candy.

“Eu não quis chorar. Isso não é uma reação. Penso isso como sinceridade, respeito. (…) Essa vida do Pabllo foi a minha vida. Eu tentei ficar ‘mais hetero’ fazendo esportes, mas todas as pessoas que iam ao colégio sabiam que eu não era assim, então faziam bullying comigo. Eu tentava fingir quem eu não era. Mas eu sou indestrutível, querida. Agora essas pessoas que fizeram muitas coisas más na minha vida agora estão assistindo aos meus vídeos e dizendo ‘fui ao colégio com esse viado'” – Dro Brigado.

“Eu, graças a Deus, não passei a isso na escola, com relação à agressão e ao bullying por ser gay. Mas era uma coisa meio escondida, sabe? Os meninos não me chamavam para o futebol, mas eu não me importava muito, não ligava. Hoje, depois de crescico, de adulto, a gente começa a perceber que era um preconceito, mas que a gente não percebe com a inocência de criança. É tão triste ver um clipe como esse e pensar que muitos jovens, adolescentes e até mesmo crianças passam por isso na sociedade, que é tão maldosa, podre, preconceituosa” – Danilo Lourenço.

“Eu passei por muita coisa parecida, mas óbvio que não fui tão violentado assim. É muito difícil. Eu lembro que uma vez cheguei da escola e me tranquei no banheiro. Minha mãe não entendeu nada, porque não era horário de banho, de nada, e eu só pedia para Deus me deixar normal, porque eu não podia continuar sendo diferente das pessoas” – Tiago Fabri.

“A gente vendo um vídeo desses… Muitos homossexuais com certeza vão se identificar. Você acha que eu não era zoado de gay, de viadinho? ‘Nossa, será que ele é gay?’, ‘nossa, olha o jeito dele, ele é mais afeminado’. E aí? Você imagina a gente crescendo com isso na cabeça. Principalmente quem não se assumiu, como deve ser difícil lidar com essas piadinhas? Hoje em dia, eu não tô nem aí, porque Graças a Deus tenho já o amor da minha vida, tenho uma família que me apoia, tenho amigos maravilhosos, mas tem gente que não tem isso. Tem gente que acaba se matando porque não tem pra onde correr” – Diego Chefaly.

“É muito triste ver uma pessoa que tá conhecendo a si mesmo, muitas vezes nem se reconhece ainda, e ter que ouvir várias dessas coisas… Parece drama essa coisa toda de bullying, mas não é. Eu passei por isso por ser quem eu era, era muito ruim ter que sair de casa e ir pra escola e ter que pensar que ia ter que passar por isso, todo dia… É pior pra cada pessoa, é diferente com cada pessoa. Claro que tem gente que pode levar isso melhor ou passar por isso de uma forma mais leve, mas nem todo mundo é assim. Pra MIM foi muito doloroso e quando eu vejo essas cenas eu me sinto naquele lugar.” – Rodrigo Américo.

Veja também parte da repercussão no Twitter:

Escrito por Leonardo Torres

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