O Spotify derrubou a música “Sina de Ofélia”. A faixa, criada com inteligência artificial (IA), era uma versão de “The Fate of Ophelia”, da Taylor Swift, nas vozes de Luísa Sonza e Dilsinho, e se tornou viral. Ela vinha crescendo cada dia mais em volume de reproduções.

(Foto: Divulgação)
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“Sina de Ofélia” caiu na boca do povo e enganou muita gente, que acreditou que de fato era uma música gravada por Luísa Sonza e Dilsinho. Os cantores chegaram a entrar na onda e postar vídeos nas redes sociais com a canção.
O público já vinha pedindo que Luísa Sonza cantasse “Sina de Ofélia” em seus shows, mas ela não atendida aos pedidos, por questões legais. Em contrapartida, o DJ Dennis criou um remix da música e disponibilizou em seu canal no YouTube. Confira:
“Sina de Ofélia” contraria política do Spotify sobre uso de IA
Na verdade, “Sina de Ofélia” ficou até bastante tempo no ar. Desde setembro, o Spotify adotou medidas mais rígidas contra o uso de IA na plataforma, justamente para proteger a imitação de artistas e sua propriedade intelectual. “Nosso foco é barrar spam, fraude e clonagem indevida de vozes”, disse Charlie Hellman, head global de música vertical do Spotify.
Taylor Swift, inclusive, é uma artista que leva bastante a sério os direitos de sua obra e de sua propriedade intelectual. Ela travou uma batalha de anos para conseguir comprar os direitos de suas “masters”, gravações originais, e enquanto isso não acontecia, adotou uma estratégia de regravar álbum por álbum de sua carreira.