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Sintetizador: O DJ Filipe Guerra faz uma análise sobre as divas pop na era digital

https://fbcdn-profile-a.akamaihd.net/hprofile-ak-snc4/273528_1558770246_1148915065_n.jpgTodas querem ser Divas

O dicionário define diva como Deusa, uma divindade feminina. Essa denominação foi parar nas artes desde a época das óperas, quando uma mulher tinha um talento excepcional. Se estendendo pelo mundo do teatro, cinema e música. E hoje, o que define uma diva de verdade?

Madonna foi à precursora de um novo formato de Diva, nem a Cher, Diana Ross, Mariah Carey, Barbra Streisand, conseguiram acompanhar. O mundo pop exige algo novo constantemente. A sede por novas músicas e assuntos sobre os artistas é insaciável. É preciso ser relevante o tempo todo.

Quando Madonna estava iniciando sua carreira em meados de 1980, surgia ao mesmo tempo a MTV, uma grande influenciadora da música pop. Mas as mídias em que ela poderia divulgar seu trabalho estavam restritas a revistas e jornais, além das grandes estações de rádio. Hoje as redes sociais, os vídeos no youtube, mostram que para vender imagem e conseqüentemente álbuns e singles, precisa-se estar conectado o tempo inteiro com a audiência, os fãs. O sucesso de hoje é definido diferente como na época do auge da Madonna.

Apesar do primeiro lugar na Billboard ser bastante prestigiado, vender turnês é ainda muito importante. Não basta capa de revistas, apresentações em programas de TV, aparições em tapetes vermelhos, premiações, o importante é ter seguidores no Facebook e Twitter.

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Lady GaGa e Madonna juntas no Saturday Night Live em 2009.

Todo dia é dia de mudar alguma coisa no perfil do artista. E cada dessa mudança pode ser uma oportunidade para chamar a atenção da mídia. Até mesmo uma gravidez, te faz vender mais singles. Ao sair de casa, os paparazzi capturam imagens que vão render milhares de publicações, fazer uma cena em uma boate, usar trajes de banho estranhos, tudo vira motivo de assunto.

Um bom exemplo, foi o da Britney Spears, que mesmo em seu recente momento de baixa na carreira, em que vimos a cantora com a cabeça raspada e com problemas de peso, com sua vida pessoal altamente exposta, principalmente pelo drama da guarda dos seus filhos.Todos esses problemas foram combustíveis ideais para a imprensa, reforçando uma outra imagem que hoje é vendida, como sobrevivente. Uma verdadeira fênix que ressurgiu das cinzas.

Talvez a privacidade de antes não seja mais tão interessante, já que a vida pessoal é um prato cheio para especulações na mídia. A maquiagem, as roupas usadas, os cortes de cabelos são ganchos interessantes para levar além dos palcos a personalidade da diva.

Quando encontramos a nossa Diva sem maquiagem, ou descuidada, parece que ela não está vestindo a personagem, e aquilo tudo não passa de um truque. É como se a Diva necessitasse viver 24 horas por dia a personalidade do showbusiness. Os fãs de hoje não esperam apenas bons singles ou um álbum interessante.

Liderando no topo das Divas do século XXI, Lady Gaga é a mestre nesse assunto, busca chamar a atenção longe bem longe de assuntos relacionados a sua vida pessoal. Todas suas aparições são dignas de pré-produções elaboradíssimas. Desde chegar dentro de um ovo, a usar um vestido de carne crua, ou mesmo usar uma xícara de chá em uma entrevista,esses elementos visuais que fazem chamar a atenção. Todas suas ações são planejadas e projetadas para manter a atenção da mídia em sua carreira e elevar a marca “Lady Gaga” a patamares ainda maiores.

Batendo recordes de singles nas paradas e projetada em um direcionamento mais centralizado. A menina que beijava garotas e gostava, parece que agora encontrou sua fórmula de sucesso.
Katy Perry, troca de roupa inúmeras vezes em seu show,muda a cor do cabelo, grava videoclipes que viram verdadeiros virais na internet, e entende que pra ser lembrada ela precisa aparecer a qualquer custo.

As aulas para Novas Divas parecem que não estão sendo bem aplicadas com a Ke$ha, ou para a Jennifer Lopez, que ficam presas em personagens que visivelmente, não passam de personagens.

Bem que a J.Lo tentou, com sua retomada na carreira com a água com açúcar “On The Floor”, líder do topo das paradas por meses e sua aparição como jurada no American Idol. Mas na sequência vieram singles denunciativos que tudo não passava de uma borracha de leve no passado para atender as exigências e oportunidades do novo mercado.

A Kesha apareceu como uma Britney de ressaca com seu primeiro single “Tik Tok”, e agora incorpora uma roqueira de Shopping Center para parecer descolada. É tão cenográfica como o sangue que ela tomou no seu último show no Rock in Rio. Tudo não passam de criações do mercado pop, em busca da nova Diva, tão efêmeras quanto os últimos twittes da sua timeline.

E é aí que a gente descobre que uma coisa ainda não estão ensinando na escola para as novas Divas: não adianta aparecer demais agora e ficar esquecida para a eternidade.

Resultado #eunaspirit
Quem ganhou um par de convites para a Spirit Of London em São Paulo foi o @lucasbennites em sorteio realizado pelo Tweetaways.com.

Escrito por Redação POPLine

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