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Carnaval

Preta Gil reúne blocos só com mulheres e regrava versão de marchinha de 1899 para o Carnaval

Em sua 11ª edição, Bloco da Preta vai desfilar em três cidades e homenagear Chiquinha Gonzaga

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Preta convidou blocos só de mulheres do Rio para gravar versão “empoderada” de “Ô Abre Alas” (Foto: Aquila Bersont)

A cantora Preta Gil gravou, nesta segunda-feira (27), uma versão da música de Chiquinha Gonzaga, “Ô Abre Alas”, de 1899, para o Carnaval. A gravação contou com o reforço de cantoras e instrumentistas de quatro blocos do Rio de Janeiro formados só por mulheres: Bloconcé, Mulheres Rodadas, Samba Que Elas Querem e Mulheres de Chico.

Com o tema “Mulheres que Inspiram”, Preta vai homenagear Chiquinha Gonzaga, no Bloco da Preta deste ano. Chiquinha foi uma compositora, instrumentista e maestrina brasileira. Ela compôs a música “Ô Abre Alas”, que foi a primeira marcha carnavalesca com letra no país.

Ao lado dos coletivos cariocas, Preta quer levar para as ruas uma mensagem de força e poder feminino. “Nunca separei o Carnaval da militância. O Carnaval parece que é só festa, mas não é”, diz.

Antes da gravação, cantora conversou sobre militância feminina durante os dias de folia (Foto: Aquila Bersont)

Este será o 11º ano do Bloco da Preta no Carnaval, que passará por três cidades. O primeiro desfile será no Rio de Janeiro, no dia 16 de fevereiro, e terá a participação dos quatro coletivos femininos cariocas. “A gente vai fazer um abre alas poderoso”, anunciou Preta.

Depois, o bloco segue para animar Salvador no dia 21 de fevereiro e encerra a folia em São Paulo, no dia 1 de março.

A versão “empoderada” da composição de Chiquinha Gonzaga, diz Preta, foi escrita por várias mulheres. A ação conta com apoio da Quem Disse, Berenice?

Coletivos femininos vão cantar no desfile do Bloco da Preta, com a cantora, no desfile do Rio (Foto: Aquila Bersont)

“O que estamos fazendo é de uma simbologia muito importante. Estamos unidas, continuando uma luta que foi de Chiquinha, de Dandara, de Mariele e muitas outras. É o maior ato de resistência e militância, porque quando a gente se apoia a gente fica mais forte”, conclui Preta.

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