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“Michael Jackson: O Veredito”: as maiores revelações do polêmico documentário

: Série documental de três episódios traz depoimentos inéditos de jurados, ex-funcionários e biógrafos sobre o caso que chocou o mundo da música.
"Michael Jackson: O Veredito": as maiores revelações do polêmico documentário
(Foto: Netflix)

A Netflix estreou nesta semana (3) a série documental “Michael Jackson: O Veredito”. Em três episódios, a produção reconstrói o tenso julgamento criminal de 2005 sofrido pelo Rei do Pop, trazendo relatos inéditos de jurados, advogados, promotores e pessoas que faziam parte do círculo íntimo do cantor. O grande diferencial do projeto é revelar os bastidores de dentro da corte, já que as câmeras de TV foram proibidas no tribunal na época!

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(Foto: Divulgação)

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Para dar um gostinho do que os assinantes vão encontrar na plataforma, a Netflix liberou o trailer oficial da produção, que destaca a tensão nos tribunais e os depoimentos exclusivos de quem viveu o caso de perto.

Apelidos e revistas secretas: as revelações de ex-funcionários

Vinte e um anos após o veredito oficial, o documentário joga luz sobre detalhes que o público não acompanhou pela televisão. Entre os depoimentos mais impactantes está o de Vincent Amen, ex-funcionário que começou a trabalhar com Jackson em 2002.

Amen revelou que o cantor costumava dar apelidos aos meninos com quem convivia no rancho Neverland — alguns deles já apontados anteriormente como obscenos. Na série, ele expõe o apelido “Blowhole” (termo em inglês para o orifício de respiração de baleias e golfinhos).

O ex-funcionário também trouxe à tona uma história envolvendo Frank Cascio (conhecido como Frank Tyson), amigo e assistente do astro. Segundo Amen, Cascio teria limpado a casa e descartado materiais de Neverland, incluindo revistas pornográficas que continham marcações suspeitas.

“Confrontei Frank. Eu disse: ‘Sabe, Frank, que revista é essa? Tem círculos em volta de vídeos com crianças nuas.’ Ele disse: ‘Foi só uma fase que eu e o Michael passamos. Ele circulava os vídeos que queria, eu encomendava; foi uma fase que a gente passou.’ Eles assistiam juntos. Quando ouvi isso, fiquei incrédulo”, disparou Amen.

Paradeiro em Las Vegas e a visão do júri

Enquanto o FBI invadia a icônica mansão do cantor e a mídia especulava sobre o seu paradeiro, Jackson estava escondido. De acordo com a jornalista investigativa Diane Dimond, o astro pop se abrigou em Las Vegas na esperança de que a tempestade midiática se acalmasse.

A produção também mostra o conflito interno dos jurados da época. “Eu deixaria meus filhos dormirem com alguém tão famoso e dividirem o quarto com essa pessoa? Não”, admitiu Melissa Herard, uma das juradas do caso. No entanto, ela ponderou sobre a cobertura da imprensa: “Achei que Martin Bashir [jornalista do famoso documentário de 2003] estava tentando induzir Michael Jackson a dizer algo errado para criar uma narrativa que não existia.”

A segurança era outro ponto crítico. Kerry Anderson, diretor de segurança do artista na época, detalhou que Michael precisava ser escoltado devido a constantes ameaças de morte. Mesmo correndo riscos, o cantor batia de frente com a equipe para agradar o público. “Fizemos avaliações de ameaças que descobriram que havia idiotas dizendo que iam matá-lo (…). Mas ele dizia: ‘Mas e os fãs?'”, relembrou Anderson, citando a insistência de Michael em manter as janelas do carro abertas.

O apoio de Macaulay Culkin e o impacto na carreira

O documentário resgata acusações pesadas, como a do ex-cozinheiro Phillip LeMarque, que alegou ter visto Jackson apalpar o então ator mirim Macaulay Culkin em 1991, enquanto jogavam videogame. Culkin, por sua vez, sempre defendeu o amigo e testemunhou a favor do cantor no tribunal.

“Macaulay Culkin disse: ‘Pelo que estou vendo neste tribunal, Michael está em maus lençóis. Estarei lá por ele, Brian! Vou testemunhar! Já disse isso mil vezes e vou dizer de novo!’”, reconta a produção.

Embora tenha sido considerado inocente de todas as acusações em 13 de junho de 2005, o estrago na vida de Michael Jackson foi irreversível. O biógrafo J. Randy Taraborrelli achava que o cantor conseguiria dar a volta por cima, mas foi alertado pelo empresário do astro, Frank DiLeo: “Você não entende. Isso vai arruinar a vida do Michael. Ele nunca vai se recuperar disso.”

Quatro anos após o fim do julgamento, em 25 de junho de 2009, o Rei do Pop faleceu em decorrência de uma intoxicação aguda por propofol e benzodiazepínicos.

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