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Instituto Alok e artistas indígenas celebram Dia Internacional dos Povos Indígenas com 7 álbuns de diferentes etnias brasileiras

Foto: Divulgação

O Brasil é berço de uma vasta variedade de línguas indígenas e um alerta é que muitas delas correm o risco de extinção. É justamente com a proposta da preservação linguística e da memória ancestral que surge a coleção SOM NATIVO, em colaboração entre o Instituto Alok e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Celebrando o Dia Internacional dos Povos Indígenas, que cai neste sábado (9), as entidades apresentam uma coletânea de 7 discos inéditos gravados em diferentes etnias brasileiras. Saiba detalhes!

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As gravações, que chegaram às plataformas nesta sexta-feira (8), mantêm os arranjos autorais, ou seja, sem interferência criativa ou técnica por parte de Alok. “Não participo como produtor musical nesses álbuns, são para o público desfrutar das tonalidades originais desses artistas incríveis. Meu desejo é que possamos gravar novos álbuns no futuro. Há uma fabulosa riqueza musical entre as centenas de etnias indígenas que habitam o Brasil”, destaca o DJ, que recentemente apresentou a coleção SOM NATIVO durante visita à UNESCO, em Paris.

“A coleção Som Nativo é uma expressão importante da força das culturas indígenas e da potência da música como instrumento de preservação linguística, memória ancestral e diálogo com o mundo. A UNESCO se orgulha de caminhar ao lado do Instituto Alok nessa iniciativa, que contribui de forma concreta para a Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032), ao mesmo tempo em que reforça o nosso compromisso com a diversidade cultural, com os direitos dos povos originários e com a construção de um futuro mais justo, igualitário e sustentável para todos”, pontua Marlova Jovchelovitch Noleto, Diretora e Representante da UNESCO no Brasil.

A maioria das faixas foi gravada em idioma nativo. As letras entoadas pelos Guaranis Kaiowás (MS), Kariri Xocós (AL), Huni Kuins (AC), Yawanawas (AC), Guaranis Mbyás (SP), Kaingangs e Guaranis Nhandewas (PR) desenham um mapa sonoro e geográfico brasileiro que alerta o mundo sobre a conexão com a natureza, o cotidiano nas aldeias e séculos de resiliência cultural.

“Minha intenção era que a gravação fosse a mais fiel possível à experiência original, desde os cantos que ecoam até o som dos pés marcando o ritmo no chão. O resultado é um registro que, ao fechar os olhos, faz você se sentir dentro da aldeia”, afirma Jones, produtor musical.

“Na nossa cultura, os mais sábios ensinam as novas gerações. Os cânticos sagrados que tocam a alma das pessoas, falam da importância do respeito à natureza e ao meio ambiente”, diz Everton Lourenço, da etnia Guarani Nhandewa.

“Recebemos do criador o dom de cantar alto, assim como as onças e os pássaros. Nós, povos amazônicos, não temos escrita, então as músicas gravadas nesse álbum vêm assegurar a continuidade de nossos conhecimentos e valorizar nossas tradições”, destaca o líder indígena Tashka Yawanawa.

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Com o lançamento dos sete álbuns, se dá continuidade ao objetivo de contribuir para a inserção artística indígena na sociedade e indústria fonográfica – algo iniciado em “O FUTURO É ANCESTRAL”, que recebeu indicação ao LATIN Grammy e que se confirma com a participação do grupo Brô MC’s no festival The Town, que acontece em setembro, em São Paulo.

“Nosso álbum é a nossa voz, nossa palavra, escutem a nossa origem, escutem a nossa canção”, proclama Clemerson, integrante dos Brô MC’s. É também uma mostra pulsante de empoderamento de suas próprias ancestralidades conectadas ao contemporâneo.

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