Gwen Stefani está no centro de uma nova polêmica nas redes sociais após anunciar uma parceria paga com o aplicativo de oração e meditação Hallow, considerado por críticos um serviço com forte viés cristão e mensagens antiaborto. A cantora postou um vídeo em seu Instagram chamando os seguidores para se juntarem a ela no desafio de oração do Advento, convidando o público a baixar o app e “passar tempo em oração” durante a temporada de festas de fim de ano.
LEIA MAIS
- Vem aí? Gwen Stefani fala sobre possível reunião do No Doubt
- Lily Allen é criticada após relembrar experiência de múltiplos abortos em tom de humor: “Tive 4 ou 5”
- Famosos se manifestam contra PL que criminaliza o aborto: “Fere a nossa alma”
Gwen Stefani – True Baby I Foto: Jamie Nelson
No vídeo compartilhado em 1º de dezembro, Stefani, vestida com um crucifixo e roupas claras, disse que esta época do ano é sobre reflexão, paz e “deixar Jesus entrar em nossos corações”, incentivando os fãs a usarem o Hallow para meditar e orar diariamente até o Natal.
A escolha da artista de 56 anos, conhecida internacionalmente por hits como “Hollaback Girl” e “The Sweet Escape”, rapidamente dividiu opiniões entre seus seguidores. Alguns fãs elogiaram a iniciativa religiosa de Gwen, mas muitos criticaram o fato de o app promover orações que apoiam a postura antiaborto, inclusive em situações como estupro ou incesto, e questionaram a associação da estrela com ideais conservadores.
Reações
Entre as críticas que mais repercutiram está a de Chrishell Stause, estrela do reality Selling Sunset da Netflix, que comentou no post de: “Gwen — DON’T SPEAK. Por favor, siga seu próprio conselho neste aqui”, em uma referência ao clássico do No Doubt, banda liderada pela cantora. Stause também declarou que Stefani estaria recebendo dinheiro para promover um app que “incentiva o antiaborto” e disparou que “é de graça orar, Jesus com uma agenda oculta não é minha ideia de espírito natalino”.
O influenciador e apresentador do podcast A Bit Fruity, Matt Bernstein, também criticou a campanha, chamando o serviço de “app de pagar para orar” e atacando a cantora por divulgar um produto com conteúdo “regressivo e violento”.
Enquanto alguns fãs defenderam Gwen Stefani, dizendo que ela tem todo o direito de expressar sua fé e que a crítica é exagerada, outros comentaram que a parceria representa uma traição à parte significativa de seu público, especialmente da comunidade LGBTQ+, que sempre foi um dos pilares de sua base de fãs.
O aplicativo Hallow, lançado em 2018, oferece conteúdos de oração e meditação católicos mediante assinatura paga e já contou com outros nomes famosos em campanhas anteriores, como Chris Pratt e Mark Whalberg. Porém, sua associação com figuras políticas conservadoras e conteúdo pró-vida intensificou o debate após o envolvimento da cantora.
Até o momento, representantes de Gwen Stefani não se manifestaram publicamente sobre a repercussão do caso.
