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ENTREVISTA: “O quê que é usado contra mim que posso virar a meu favor?”, pensou Vivi para criar seu 1º EP

Ao POPline, ela nega sentir vergonha de ter começado como influenciadora e conta como transformou polêmicas já criadas em torno dela para fazer seu projeto mais íntimo
Foto: João Almeida

Entre fazer barulho com sua primeira música de trabalho, “PLAYGROUND”, em 2022, e cravar seu retorno à música com “Banquete”, em 2025, o lado cantora de Vivi passou um tempo fora de cena. Agora, porém, ela diz que uma das prioridades é não parar mais e esse novo momento é introduzido com um primeiro EP, o “VIVI”, que chega aos tocadores nesta terça-feira (28).

Para apresentar sua faceta artística e a maneira como realmente quer ser vista pelo público, ela parou pra estudar, se envolveu em uma imersão artística e retornou com 6 novas faixas (dessas, 5 inéditas) que refletem seu projeto mais íntimo e pessoal até aqui. Puxando pra si a narrativa de sua própria vida, Vivi abriu o leque de polêmicas já criadas em torno de sua imagem e fez uso delas nesse EP. “A gente [ela e a equipe] sentou e falou: ‘sobre o quê que a Vivi quer falar, quer passar pras pessoas? Quê que a gente pode pegar que é usado contra você, ao seu favor?'”, dividiu a cantora em entrevista ao POPline.

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Foto: João Almeida/Divulgação

O autointitulado “VIVI” chega 5 meses após o lançamento de “Banquete”, faixa que deu início aos trabalhos do EP. Além dela, o compilado traz outras 5 músicas. A que abre o EP é “Pobre Menina Rica”, que inclui citação da clássica “Alô! Alô! Marciano”, composta por Rita Lee e Roberto de Carvalho e eternizada na voz de Elis Regina.

Na sequência, a cantora apresenta “Boneca”, um feat com MC LUUKY; “Noites em Miami”, parceria com Luccas Carlos; “Literalmente”, em colaboração com Gaab; e, pra fechar, “Aquário”.

“O processo foi de um ano e meio pra produzir esse EP. Eu tive uma imersão artística muito grande, eu até passei um mês no Rio de Janeiro com o meu preparador vocal, em que a gente entrou de cabeça na história da música brasileira e eu descobri paixões e quem eu era como artista. E quais eram minhas referências, coisas que eu gostava, coisas que eu não curtia. E daí que surgiu o ‘VIVI’, que tem pop, funk, R&B, tem bossa nova, que eu acho que a galera vai ficar surpresa”, detalhou Vivi ao POPline a respeito do processo criativo que culminou no EP.

A escolha de Vivi – nascida Virgínia Aguiar Wanderley – em batizar o projeto com seu nome artístico não foi à toa. Acumulando 13,6 milhões de seguidores só no Instagram, ela cresceu em meio à superexposição das redes sociais e já viu seu nome envolvido em muitas polêmicas.

A maior delas, até hoje, gira em torno do término turbulento da influenciadora com o dançarino Juliano Floss em dezembro de 2023. O burburinho ficou ainda mais inflamado, quando, em meados de 2024, o dançarino assumiu namoro com Marina Sena. É que, antes do início do relacionamento, os três já haviam sido vistos juntos, inclusive em viagens.

O ‘berço’ de Vivi e sua conta bancária também são tópicos que já foram muito debatidos na internet, dentre os quais que ela possui uma herança bilionária e que sua família é proprietária de uma ilha em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro – os visualizers do EP, inclusive, foram gravados nessa ilha. Para criar esse EP, Vivi se apropriou de toda essa construção sobre ela que ficou no imaginário das pessoas para, nessas faixas, ‘brincar’ com essas ideias a seu respeito.

“Eu acho que a pior coisa que você pode fazer é se negar uma coisa que você realmente é. Em ‘Pobre Menina Rica’, [por exemplo], que é uma coisa que a galera já tá especulando: ‘ai, que sem noção esse nome’. Mas é pra ser blasé, é pra ser irônico, é pra ser engraçado. E eu quis trazer um ponto de vista de como as pessoas acham que é a minha vida. Na letra tem umas brincadeirinhas sobre assuntos que já foram comentados da minha carreira. Então a gente quis trazer de uma maneira blasé e bem-humorada o que seria a ‘Pobre Menina Rica’. Eu vi uma galera falando: ‘ai, lá vem ela problematizar isso’. Não, a gente quis zoar, rir da brincadeira, então é uma grande zoeira do que a galera fala de mim: ‘ai, ela tem carreira só porque ela é isso, porque é aquilo, a família, etc’. E muitas suposições malucas, que eu dou muita risada. E aí a gente tem que fazer do suco a limonada”, contou Vivi, que associa o EP a um cartão de visita.

Foto: Alex Siquer

Depois de “PLAYGROUND”, de parcerias com Pabllo Vittar, Rebecca, Melody e Ananda e, agora, de seu EP de estreia, Vivi quer trilhar um caminho ascendente na música. Ela conta que não tem vergonha alguma em ter começado como influencer e revela que, além da carreira musical e do lado empresária, ainda sonha em criar uma marca de maquiagem. Os próximos passos dela, porém, estão ligados à música.

“A minha faixa foco é ‘Noites em Miami’. Eu amo muita essa. Vamos ver se eu vou estar errada depois? Não sei… Meu plano é não parar mais, porque eu sinto que eu fiquei muito tempo nessa imersão. Aí agora é fazer música pro verão, já tem muita música pronta. De seis escolhidas, tem trinta que estão prontas também, a gente pensa em colaborações com outras pessoas também”, diz a cantora, focada em trabalhar o EP.

Ouça o EP:

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