Em entrevista à imprensa internacional, o elenco de “Guerreiras do K-Pop” — atrizes e cantoras que deram vida à Rumi, Mira e Zoey no longa — comentaram sobre a influência do sucesso na vivência de pessoas pertencentes a grupos minoritários. Em conversa sobre os desafios da produção do filme, premiações e conquistas, o elenco debateu sobre um assunto importante: o impacto da produção em realidades queer, neurodivergentes e LGBTQIAP+.
(Foto: Divulgação / Netflix)
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“Golden”: o hit foi incentivo para autoaceitação
EJAE, a compositora do hit “Golden”, que já conta com mais de 1.4 bilhão de reproduções no Spotify, compartilhou que conheceu uma pessoa em processo de transição de gênero que se sentiu acolhida pela narrativa do filme, o que resultou em muito mais confiança em si mesma.
“Conheci uma pessoa que disse o quanto amou o filme porque estava em processo de transição de gênero. Ela disse: ‘Esse filme me deu confiança para tomar a decisão de transicionar’”, revelou. “Eu fiquei tipo: ‘Uau’. Aceitar quem eu sou e ter confiança em mim mesma, tanto nas falhas quanto nas qualidades — foi isso que deu vida à vida dela”, finaliza.
O longa teve impacto em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Ji-Young Woo, responsável pela voz falada de Zoey, afirma que o longa repercute muito na comunidade queer. A atriz compartilha ter conhecido muitas pessoas em processo de transição de gênero que afirmam ter parado de se esconder por influência da animação.
Woo, inclusive, conheceu uma criança autista não verbal que, por conta do filme, deu um passo à oralização: começou a falar. “Muitos pais de crianças autistas me dizem que esse é um dos primeiros filmes que os filhos conseguiram assistir até o fim.”, diz Ji-Young Woo. “É intenso ouvir isso, porque você sabe o que a obra significa para você, mas quando sente o quanto ela está impactando outras pessoas de forma tão profunda, isso também traz um peso que você carrega depois, e eu me sinto muito humilde diante disso”, finaliza.
A continuação do filme pode demorar para chegar às telas
O fenômeno — vencedor histórico do primeiro Grammy para uma música de K-Pop, vencedor de um Globo de Ouro e indicado ao Oscar — poderá não ver uma continuação tão cedo. Em entrevista à imprensa internacional, Kristine Belson e Damien de Froberville, presidentes da Sony Pictures Animation, responsável pela produção, revelam que a sequência do filme não virá em 2029.
Ao questionar os presidentes do estúdio de animação sobre os rumores de uma continuação em 2029 e considerando a demora que a produção tomaria realizando uma segunda parte do longa, Kristine Belson concordou com a improbabilidade.
