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Diretor do documentário “Leaving Neverland” se defende de críticas feitas pela família de Michael Jackson

Desde a sua exibição no Festival de Cinema de Sundance, na última sexta-feira (25), o documentário “Leaving Neverland” vem causando polêmica. Em primeiro lugar, pela nova exibição de depoimentos e evidências dos abusos sexuais infantis protagonizados por Michael Jackson contra duas crianças, na época com 7 e 10 anos de idade.

E depois, a polêmica em cima do documentário continuou após a família do cantor se pronunciar em repúdio ao filme, chamando o diretor e as supostas vítimas de “mentirosos e oportunistas” e o projeto de um “assassinato de caráter aos moldes de um tabloide” e insistiu que o filme não é um documentário.

Agora é a vez do diretor de “Leaving Neverland”, Dan Reed, se defender das acusações e críticas feitas a ele e ao seu trabalho. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Dan Reed afirmou: “É um documentário de quatro horas feito por um documentarista experiente com um longo currículo em investigação e em contar histórias complexas e essa é uma história complexa.”

“Então eu diria que é sem dúvidas um documentário. Qualquer um com conhecimento dessa forma reconheceria um documentário. Um filme de quatro horas, isso é um tabloide? Eu não caracterizei Michael Jackson de nenhuma forma no filme – eu acho que se você assistir você vai perceber que é uma história sobre essas duas famílias e Michael é um elemento dessa história”, continuou o diretor.

“Mas eu não busco caracterizar ele de forma alguma. Eu não comento sobre Michael. Não é um filme sobre Michael… O filme é sobre abuso sexual, como ele acontece e suas consequências posteriores na vida”, completou Dan Reed.

“Eles têm um bem precioso para proteger. Toda vez que uma música toca, um caixa faz ‘ka-ching’. Não me surpreendo que eles saíram para lutar em defesa de seu bem”, completou.

“Leaving Neverland” pode ser exibido já no mês de março pela HBO norte-americana.

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