Em acordo histórico, Britney Spears vende seu catálogo musical à editora Primary Wave por um valor estimado em US$ 200 milhões, cerca de R$ 1 bilhão, incluindo hits que marcaram sua carreira e uma geração inteira. O valor não foi divulgado oficialmente, porém fontes afirmam que o contrato assinado por Spears esteja próximo ao assinado por Justin Bieber ao vender seu próprio catálogo.

(Foto: Divulgação)
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O que, exatamente, Britney vendeu?
Ao assinar o documento, Britney confirmou a venda de 100% de suas composições, ou seja, todos os direitos autorais das músicas escritas pela artista. Além disso, os direitos de administração, exploração, obras derivadas (remixes, adaptações, etc.) e direitos de arrecadar e administrar todo o tipo de receita que as canções possam gerar.
Todos os materiais do catálogo complementam a venda de Britney, e isso inclui contratos, registros, documentos de copyright, arquivos físicos e digitais, demos, stems (elementos separados que compõem uma faixa, como guitarra, backing vocals, piano, voz, etc.), arquivos não lançados, registros contábeis e logins de suas plataformas. Confira:
Here are some of the terms of the deal between Primary Wave and Britney.
Source: California Secretary of State’s Uniform Commercial Code database pic.twitter.com/cBWDZgDa5c— I have grave concerns. (@ghoulia) February 10, 2026
O que não está incluído?
Apesar da venda integral do catálogo de Britney — 40 faixas — o contrato deixa claro que a transferência não inclui direitos sobre as redes sociais da cantora e seu site. Acerca do uso do nome da artista, a Primary Wave tem o direito apenas para a promoção do catálogo. A aprovação por escrito será necessária caso a editora queira utilizar a imagem de Britney para outras finalidades.
Britney ainda pode cantar suas músicas?
Não há cláusula ou menção no contrato que impeça Britney de performar suas músicas, isso porque apenas direitos econômicos e autorais foram transferidos à Primary Wave. Geralmente, quando artistas vendem seu catálogo musical, ainda continuam podendo cantar suas músicas ao vivo, incluí-las em turnês, participar de tributos, realizar residências e qualquer tipo de performance que envolva as canções vendidas.
Outros artistas já venderam seu catálogo
A venda de catálogos, no entanto, é uma prática recorrente no meio artístico. As negociações, geralmente bilionárias, acontecem com artistas que, até hoje, performam suas próprias músicas. Shakira, por exemplo, recebeu US$ 300 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) por seu catálogo. Outros artistas como Justin Bieber, Katy Perry, Red Hot Chilli Peppers e Bob Dylan negociaram os direitos de suas canções.