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BMG: aumento de receita em 2020 e parceria com a KKR

Mesmo com mercado abalado e uma crise instaurada no entretenimento por causa da pandemia do coronavírus, as receitas da BMG aumentaram para € 602 milhões (mais de R$ 4 bilhões de reais), em 2020. O aumento foi de € 2 milhões em comparação ao ano anterior. De acordo com o portal Music Week, o resultado contrariou a tendência do grupo controlador Bertelsmann, cuja receita caiu 4,1% ano-a-ano.

No entanto, os lucros do grupo aumentaram 33,7% no comparativo anual. De acordo com o relatório financeiro da empresa, a gravadora se beneficiou do boom contínuo de streaming e lançamentos de música gravada e publicação.

“Graças ao foco da empresa em negócios digitais e forte crescimento em streaming de música, o BMG foi capaz de compensar as quedas devido ao fechamento efetivo de lojas de discos em todo o mundo”, afirmou a empresa no relatório anual.

Entre os mercados que mais se destacam nas receitas da BMG estão os Estados Unidos, que representam 49,9% do total, seguido de 13,7% no Reino Unido, 8,3% na França e 7,5% na Alemanha. Já sobre os grandes lançamentos mais significativos do ano passado estão os álbuns de Kylie Mingoue, KSI , Kontra K e Run The Jewels.

“A inovação no BMG é baseada nos pilares estratégicos da empresa: foco em segmentos de crescimento, ampliação e diversificação de seu repertório, expansão de presença global e entrega de seus valores essenciais, mantendo a liderança de custos no setor”, afirma a empresa em seu relatório.

A diversificação inclui uma mudança para o live business na Alemanha, bem como uma ampliação da parceria com a empresa de gerenciamento de artistas Shelter Music Group.

Para Thomas Rabe, presidente e CEO da Bertelsmann, “2020 foi um ano excepcional, que fechamos com fortes resultados, apesar da pandemia corona. Registramos quedas de receita principalmente no segundo trimestre, mas na segunda metade do ano quase todos os negócios voltaram a crescer”.

O grupo gastou € 58 milhões em catálogos, dos quais € 15 milhões relacionados a negócios no Reino Unido. Eles também investiram recentemente nos direitos de gravação de Mick Fleetwood e se associaram à empresa de investimentos KKR, em um plano para fazer aquisições de catálogos importantes.

BMG e KKR unem forças para adquirir direitos musicais

Trabalhando juntas, as empresas revelam que fornecerão uma solução atraente para artistas, compositores e outros proprietários de direitos musicais que buscam realizar e aumentar o valor de seus ativos musicais.

De acordo com os termos do acordo, “BMG e KKR unirão forças para obter transações individuais para adquirir catálogos de música, reunindo o profundo conhecimento da indústria e as capacidades globais do BMG para maximizar o valor de seus artistas com a vasta rede, recursos e profunda experiência da KKR como investidor em empresas de música, digital, mídia e conteúdo líderes de mercado”.

Vale destacar que o novo relacionamento não envolve qualquer transferência ou venda de participação no BMG ou a formação de uma joint venture entre a KKR e o BMG, que faz parte da empresa internacional de mídia, serviços e educação Bertelsmann.

Escrito por Rafa Ventura

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