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“Beyoncé”: 5 anos do álbum que mudou a indústria fonográfica

O dia era 13 de dezembro de 2013. Era um dia como qualquer outro, aqui no Brasil, madrugada. Mas o mundo não estava preparado para o que estava por vir: um novo álbum de Beyoncé, completo, lançado de surpresa e com videoclipe para todas as músicas. “Eu vejo música”, justificou ela na época sobre a novidade alertando a todos que o álbum havia sido pensado e concebido para também ser visualizado pelos fãs e não apenas ouvido.

Foi um projeto ambicioso, todo feito sem alarde e com muitos acordos de confidencialidade para que nada vazasse antes da hora certa. Afinal, havia muita coisa em jogo também. O álbum não poderia ganhar um título mais apropriado: “Beyoncé”. O disco homônimo da cantora foi lançado primeiro digitalmente com 14 faixas e seus respectivos 14 videoclipes e participações de grandes nomes da música, como do marido JAY-Z, Drake e Frank Ocean.

Essa estratégia de lançamento surpresa sacudiu de forma positiva a indústria fonográfica. “Quando ela faz algo, é monumental”, descreveu Rob Stringer da Columbia Records sobre a cantora. E foi exatamente esse o impacto do “Beyoncé”. Ninguém estava preparado para algo tão grandioso! Imediatamente pipocaram análises sobre o domínio que a cantora tem sobre o mercado e a visão do jogo, entendimento do poder das redes sociais e matérias sobre o que as gravadoras e empresas de gerenciamento deveriam aprender com a estrela. Se ela já estava no topo, Beyoncé certamente elevou o nível com aquele projeto. E virou inspiração.

Logo, outros artistas passaram a adotar não só essa forma secreta de lançamento ou de anúncio de poucos dias antes esperando um bom resultado nas paradas de sucesso, como também o “álbum visual” ganhou mais força, tornando-se algo mais comumente visto dentro da indústria fonográfica. A própria Beyoncé lançou o “Lemonade”, seu álbum seguinte ao de 2013, como um álbum visual, lançando ao mesmo tempo os videoclipes de todas as músicas. No entanto, inovou novamente: em um acordo com a HBO, o álbum-visual do “Lemonade” já foi apresentado como um filme com início, meio e fim.

Essa foi uma opção de lançamento que vai contra toda a forma tradicional de divulgação que a indústria fonográfica conhece e utiliza até hoje, mesmo com o avanço da tecnologia e a velocidade que a internet implementou em nossas vidas. É arriscado e talvez muita gente não tenha a coragem que Beyoncé teve de lançar um álbum visual completo ainda mais de surpresa, sem nenhuma expectativa oficial, mas isso com certeza fez com que os gigantes da música pensassem fora da caixa para garantirem um lançamento mais impactante para os seus artistas. Nem sempre deu certo, afinal além da estratégia de marketing estamos falamos de Beyoncé: uma artista de peso e impacto na música mundial.

Todo esse esforço valeu muito a pena. Nos primeiros três dias, o álbum “Beyoncé” vendeu 617 mil unidades somente nos Estados Unidos, estreando direto no primeiro lugar da Billboard 200, e um total de 828.773 ao redor do mundo se tornando o álbum mais rapidamente vendido no iTunes até aquele momento.

Em 2014, “Beyoncé” foi relançado em sua versão Platinum e ganhou outras grandes colaborações. Nicki Minaj, Pharrell Williams e Kanye West agora integram também o super time envolvido em um dos mais bem sucedidos projetos de Beyoncé. Foi também nesse álbum que a pequena Blue, filha de Beyoncé e JAY-Z, fez sua estreia na música e nas paradas de sucesso, tornando-se a mais jovem pessoa a estrear na Billboard.

Até hoje, cinco anos depois de seu lançamento, o álbum “Beyoncé” já ultrapassou a marca de 2 milhões de unidades vendidas nos Estados Unidos, conquistando certificado duplo de platina.

 

Hoje em dia, Beyoncé virou até uma expressão: “fazer a Beyoncé” virou sinônimo de lançar um álbum inteiro de surpresa. E muita gente da música internacional “fez a Beyoncé” nesses últimos cinco anos.

Escrito por Kavad Medeiros

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