A escolha de Shakira para o “Todo Mundo no Rio” envolveu meses de negociações, articulações e tensão nos bastidores. A cantora já havia se colocado oficialmente à disposição desde o ano passado, com o desejo pessoal de encerrar sua atual era com um grande show gratuito nas areias de Copacabana. O evento ocorre em maio.

Foto: Chris Cornejo
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Apesar do interesse mútuo, patrocinadores demonstraram cautela diante da possibilidade de ter uma artista latina como headliner em um ano de tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e América Latina. Justin Bieber chegou a ser cogitado e avançou em conversas, mas um impasse de agenda pesou. Ele queria ao menos três semanas entre o Coachella e o Rio e sugeriu o dia 9 de maio, data que não se encaixava no calendário oficial do evento, previsto para 2 de maio.
Efeito Bad Bunny
O cenário começou a mudar após a repercussão global do show de Bad Bunny no Super Bowl e sua vitória no Grammy, que reforçou a força comercial e simbólica da música latina no mercado internacional. Com o Rio batendo recordes de turistas, especialmente da Argentina e do Chile, e após duas edições com artistas norte-americanas, Shakira passou a ser vista como a escolha ideal para criar uma conexão real com o público brasileiro e latino.
Nos últimos dias, as conversas avançaram rapidamente e o martelo foi batido: Shakira está confirmada no “Todo Mundo no Rio”.

(Foto: Divulgação / NFL)