O Grammy 2026 contou com performances de grandes artistas como Lady Gaga e Justin Bieber, e muita gente ficou sem entender por que Bad Bunny ficou de fora da lista de performers da cerimônia do último domingo (1º). Até porque, além de estar em alta, o astro porto-riquenho levou para casa 3 gramofones, incluindo o de “Álbum do Ano”. Acontece que ele estava impedido de cantar na premiação e o motivo tem a ver com o Halftime Show do Super Bowl, que será comandado por Bad Bunny neste domingo (8).
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O que acontece é que uma das cláusulas do contrato que o artista assinou com a liga esportiva NFL determina que ele não pode fazer outras performances musicais no período do show de intervalo do Super Bowl, que está marcado para acontecer no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia.
Durante a cerimônia do Grammy, o apresentador da atração, Trevor Noah, chegou a mencionar, ao lado de Bad Bunny, o fato de ele ter sido vetado da lista de performances por conta do contrato vigente com a NFL.
Ainda assim, o comediante conseguiu suavizar o protocolo e arrancar do cantor uma palinha do hit “DtMF”, que inclusive concorria aos gramofones de “Gravação do Ano” e “Música do Ano”.
Trevor Noah sings to Bad Bunny in Spanish and gets impromptu performance at #Grammys ahead of Super Bowl: “If they sue you, that’s not me” pic.twitter.com/Q2J94QMyQg
— Deadline (@DEADLINE) February 2, 2026
NFL afirma acreditar que Bad Bunny não fará nenhuma manifestação contra o ICE em seu show no Super Bowl
Foto: Instagram/@badbunnypr
Roger Goodell, comissário da NFL, se posicionou perante as declarações de Bad Bunny contra o ICE durante o discurso do artista no Grammy. O porto-riquenho se manifestou contra a agência de fiscalização de imigração ao receber, no último dia 01/02, o prêmio de Álbum do Ano com “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”. Dia 08/02, domingo, Bad Bunny se apresentará pela primeira vez no intervalo do Super Bowl.
Crédito: Vogue + GQ Brasil
Manifestações políticas no Super Bowl
Durante uma coletiva de imprensa, Goodell foi questionado se esperava a presença de agentes do ICE no evento e se achava que Bad Bunny repetiria o discurso anti-ICE em sua apresentação. O comissário afirma que espera o mesmo alto padrão de segurança no evento e em seus arredores, e que o Super Bowl não é o momento apropriado para declarações políticas. De acordo com Goodell, Bad Bunny entendeu isso.
“Bad Bunny — e acho que isso ficou claro ontem à noite — é um dos maiores artistas do mundo. Essa é uma das razões pelas quais o escolhemos. Mas a outra razão é que ele entendeu a plataforma em que estava. Essa plataforma serve para unir pessoas, para poder reunir pessoas com sua criatividade e seus talentos e ser capaz de usar esse momento para fazer isso. E eu acho que artistas do passado já fizeram isso. Acho que Bad Bunny entende isso e que ele fará uma ótima apresentação.”, afirma Goodell.
Discurso de Bad Bunny no Grammy
Ao receber o gramofone dourado por Álbum do Ano, Bad Bunny declarou, emocionado:
“Antes de agradecer a Deus, vou dizer fora ICE! Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas; somos humanos e somos americanos. Eu sei que é difícil não sentir ódio hoje em dia… O ódio se torna mais forte com mais ódio. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. Então, por favor, precisamos ser diferentes. Se lutarmos, temos que lutar com amor. Nós não os odiamos. Amamos nosso povo, amamos nossa família, e é assim que se faz. Amamos. É assim que se faz. Graças a Deus e graças à Academia.”
