Roger Goodell, comissário da NFL, se posicionou perante as declarações de Bad Bunny contra o ICE durante o discurso do artista no Grammy. O porto-riquenho se manifestou contra a agência de fiscalização de imigração ao receber, no último dia 01/02, o prêmio de Álbum do Ano com “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”. Dia 08/02, domingo, Bad Bunny se apresentará pela primeira vez no intervalo do Super Bowl.

Crédito: Vogue + GQ Brasil
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Manifestações políticas no Super Bowl
Durante uma coletiva de imprensa, Goodell foi questionado se esperava a presença de agentes do ICE no evento e se achava que Bad Bunny repetiria o discurso anti-ICE em sua apresentação. O comissário afirma que espera o mesmo alto padrão de segurança no evento e em seus arredores, e que o Super Bowl não é o momento apropriado para declarações políticas. De acordo com Goodell, Bad Bunny entendeu isso.
“Bad Bunny — e acho que isso ficou claro ontem à noite — é um dos maiores artistas do mundo. Essa é uma das razões pelas quais o escolhemos. Mas a outra razão é que ele entendeu a plataforma em que estava. Essa plataforma serve para unir pessoas, para poder reunir pessoas com sua criatividade e seus talentos e ser capaz de usar esse momento para fazer isso. E eu acho que artistas do passado já fizeram isso. Acho que Bad Bunny entende isso e que ele fará uma ótima apresentação.”, afirma Goodell.
Discurso de Bad Bunny no Grammy
Ao receber o gramofone dourado por Álbum do Ano, Bad Bunny declarou, emocionado:
“Antes de agradecer a Deus, vou dizer fora ICE! Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas; somos humanos e somos americanos. Eu sei que é difícil não sentir ódio hoje em dia… O ódio se torna mais forte com mais ódio. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. Então, por favor, precisamos ser diferentes. Se lutarmos, temos que lutar com amor. Nós não os odiamos. Amamos nosso povo, amamos nossa família, e é assim que se faz. Amamos. É assim que se faz. Graças a Deus e graças à Academia.”