Foto: reprodução/ @ahickmann Instagram
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Apresentadores de TV e influenciadores são citados na CPI da Covid-19

Grandes nomes do entretenimento estão envolvidos em uma pauta política e polêmica. Planilhas da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) entregues à CPI da Covid-19 no senado mostram que ao menos 32 personalidades da televisão e influenciadores digitais receberam cachês para campanhas do governo Bolsonaro.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a FKD Comunicação, Propaganda e Marketing recebeu R$ 347 mil reais para uma campanha sobre cuidado precoce contra a Covid. A empresa afirma que destinou R$ 23 mil para a contratação dos influenciadores Flávia Viana, Pam Puertas, João Zoli e Jessika Taynara. Puertas confirmou que recebeu R$ 2,500 para a campanha. Os outros nomes não responderam ao jornal.

Foto: reprodução @joaozoli Instagram

A empresa também diz que a campanha não tem relação com o “tratamento precoce”, amplamente apoiado pelo governo Bolsonaro durante a pandemia, mesmo sem comprovação científica. “É muito importante esclarecer que a campanha não possui qualquer relação com o dito ‘tratamento precoce’, mas com as ações de cuidados e prevenção à doença, principalmente, no que se refere a procurar atendimento médico aos primeiros sintomas”, declarou à Folha de SP.

Em outros documentos, a Oroboro Entertainment pagou R$ 287 mil a influenciadores para a realização de uma campanha contra a violência contra a mulher. Grandes influenciadoras Taciele Alcolea, Mari Maria, Fabiola Melo, Shantal Verdelho, Juliana Goes, Mariana Felício, Flávia Pavanelli e Nina Secrets foram contratadas. Pavanelli e Secrets foram as únicas que não responderam se participaram ou não da campanha, as outras seis confirmara.

Foto: reprodução/ @ninasecreats @flaviapavanelli

Ainda de acordo com o jornal, foram gastos R$ 2,4 milhões com essas contratações. O The Intercept Brasil diz que outros R$ 4,3 milhões foram pagos a influenciadores de TV, radialistas, influencers, radialistas e uma dupla sertaneja.

Na televisão

Comunicadores bolsonaristas ou emissoras de televisão alinhadas ao posicionamento de Bolsonaro, como Record e Rede TV, foram protagonistas de campanhas do governo. De acordo com a Folha, as iniciativas falavam de “cuidado precoce”, agenda positiva, o lançamento da cédula de R$ 200, a violência contra a mulher e outros seis temas.

O apresentador Marcelo de Carvalho, um dos sócios da Rede Tv e apoiador de Bolsonaro, teria faturado R$ 122 mil, com pagamento feito por intermédio das empresas New Mídia Serviços e TV Ômega Ltda. Outros nomes do casting da emissora, como Luciana Gimenez, Sikêra Júnior e Luís Ernesto Lacombe, também foram beneficiados com o protagonismo de campanhas.

Na TV Record, enquanto o apresentador César Filho, do ‘Hoje em Dia’, embolsou cachês que somam R$ 525 mil, a colega Ana Hickmann recebeu cerca de R$ 411 mil. A apresentadora já publicou imagens ao lado de Bolsonaro e escreveu: “meu presidente”.

Ticiane Pinheiro, Luiz Bacci e Marcos Mion também estão na lista de nomes beneficiados. As assessorias de Mion e Pinheiro disseram ao jornal que as informações de finalidade das ações são as descritas na lista enviada à CPI. Recém contratado pela TV Globo, Mion foi chamado pela Record para uma campanha de combate ao mosquito Aedes Aegypti.

Último programa apresentado por Marcos Mion na Record foi a 12ª temporada de “A Fazenda” (Foto: Reprodução)

“Importante ressaltar que a negociação de merchandising é feita com a emissora, que determina a seu funcionário a realização da ação, e o artista recebe apenas uma fração do valor”, disse o apresentador em nota enviada à Folha.

Escrito por Douglas Françoza

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