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Anitta explica estratégia por trás de parcerias e revela ter ficado sem grana para investir após “Sim ou Não”

Anitta realizou uma palestra em São Paulo na quinta (16/8), como parte do CONARH – Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas. O evento é voltado para profissionais de gestão e recursos humanos e reúne milhares de pessoas anualmente. Anitta falou sobre suas estratégias como empresária da própria carreira, suas decisões importantes e arriscadas – como as parcerias internacionais e o projeto “Checkmate”. Ela contou, por exemplo, que ficou com orçamento muito limitado depois de investir pesado em “Sim ou Não” com Maluma (o clipe foi gravado no México com diretor gringo). Foi aí que surgiu sua estratégia de fazer colaborações com outros artistas brasileiros, para que eles colocassem o dinheiro e ela entrasse com sua visibilidade.

– Quando aconteceu “Sim ou Não”, falei: “cara, estamos sem dinheiro para novos investimentos”. Obviamente, dinheiro existia, mas não um dinheiro seguro para investir. “A gente precisa segurar”. Foi aí que eu pensei em fazer parcerias. Até então, não tinha feito tantas parcerias aqui no Brasil. Eu estava muito bem na Internet, com números muito bons, e muita gente estava pedindo para cantar comigo. Comecei a analisar e o acordo que eu fazia era sempre impulsionar esse artista na Internet, onde eu pudesse, e esse artista ia colocar o dinheiro dele. Então, eu continuava no top. Fiquei um ano sem investir. Um ano só juntando verba para investimento, enquanto outros artistas tinham músicas comigo. Às vezes eu fazia parte da música e eles faziam o investimento. Virou um trabalho conjunto. Então, nesse um ano pude guardar e depois pude fazer “Paradinha” com uma verba mais gordinha. – detalhou a artista.

De fato, entre “Sim ou Não” e “Paradinha”, passou bastante tempo, quase um ano. O single com Maluma saiu em julho de 2016 e o sucessor só em maio de 2017. Nesse meio tempo, Anitta se associou a Simone & Simaria (“Loka, janeiro/2017) e Nego do Borel (“Você Partiu Meu Coração”, janeiro/2017), que estouraram nas rádios e nas plataformas de streaming. “Loka” recebeu certificado de 3x diamante.

Na palestra, ela revelou ainda que houve uma grande resistência interna para lançar “Downtown”. Ela lançou na marra, sem apoio, porque os executivas da gravadora não acreditavam que a música poderia funcionar: era muito diferente do que estava tocando nas rádios. “Eu estava interessada em fazer o que estava com vontade. Mas, para fazer o que estava com vontade, quem gasta dinheiro sou eu. Ninguém queria, ninguém estava me apoiando lá fora. Fiz tudo do meu jeito”, conta Anitta, “para esse lançamento agora, eu queria que fosse ‘Veneno’ e toda a galera não. Aí eu falei: ‘ok, então’. Eu acho que não sou a dona da verdade. Tenho que dar oportunidade para outras pessoas da minha equipe colocarem as ideias em prática, porque o mundo não vai acabar se alguma coisa der errado hoje. Acordo amanhã e vamos em frente”. Por isso, surgiu a websérie da IGTV sobre a escolha do single entre “Veneno” e “Medicina”. Caso a música escolhida não funcionasse, Anitta queria deixar registrado para os executivos que não havia sido uma escolha dela.

Anitta também voltou a falar que tem todos seus sonhos realizados aos 25 anos, muito antes do que imaginava. Ela agora quer desfrutar. “A gente sempre fica buscando mais, alcança ali já pensando no próximo. Eu aprendi que não [deve ser assim]. Isso não deixa a gente curtir o que está conquistando. De nada vai valer conquistar tudo que batalha tanto para conquistar se não parar e aproveitar. É difícil fazer as pessoas entenderem isso às vezes – que você é um ser humano também”, ponderou a cantora, “eu aprendi que tenho que ter um momento para ser a pessoa que sempre fui, com minha família e meus amigos”.

Escrito por Leonardo Torres

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