Lady Gaga entrega bastidores da indústria: “para minha gravadora, eu era só uma máquina de dinheiro”
Em 09/12/16 às 12:52 Por: Leonardo Torres | Lady GaGa, Yeah! Notícias

A cantora Lady Gaga está na capa da revista Vanity Fair italiana, com uma entrevista muito franca. Cada vez mais aberta sobre seus problemas de saúde mental, a popstar detalha como sofreu durante a turnê “Born This Way”, por sentir que ninguém da indústria se importava verdadeiramente com ela, que passava por momentos difíceis. “E então eu quebrei meu quadril durante um show: quando eu acordei depois da cirurgia, meu empresário não estava lá e eu me senti ainda menos amada. Para a minha gravadora, eu era só uma máquina de fazer dinheiro”, conta. Na época, Gaga teve que cancelar a etapa americana da turnê por conta do acidente e da recuperação. “Desde aquele tempo, algo mudou na minha mente. Está comprovado que algumas partes do meu cérebro estão conectadas a algumas partes do meu corpo. Na minha cabeça, medo e pânico tem um forte e rápido impacto em mim, então se alguém chega por trás, mesmo que seja algo normal de se fazer, eu entro em pânico e reajo exageradamente”.

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Ela lembra que, naquela turnê, que passou pelo Brasil, ela estava muito assustada. Era a época que ia a diversos psiquiatras tentando entender o que se passava. Seu diagnóstico de estresse pós-traumático, para ela, é profundamente interligado ao que aconteceu durante a “Born This Way Ball Tour”. “Eu expliquei para meus empresários diversas vezes que estava doente, eu pedi ajuda a pessoas da indústria musical que estavam trabalhando para mim, e ninguém nunca me escutava. Ninguém nunca entendia o quão ruim foi ter sido abusada sexualmente por um produtor. Eu não era protegida, e tudo continuava como se nada tivesse acontecido”, recorda. Para quem não se lembra, Gaga acabou mudando de empresário depois disso.

Gaga conclui a entrevista dizendo que dinheiro não traz felicidade. Ela, inclusive, já pensou em desistir da carreira. “Penso todo dia nisso”, revela, “porque eu sei que a qualquer momento eu posso parar, ir para casa e ser feliz. Mas então eu ficaria infeliz, porque não alcancei meu objetivo: eu tenho um forte relacionamento com Deus, o que me lembra porque estou aqui. A verdade é que eu me sinto mais como uma missionária do que uma estrela pop”.

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