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Zélia Duncan fala sobre Regina Duarte e seu novo papel na Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro

Cantora faz uma reflexão da vanguardista “Malu Mulher” e do que é hoje Regina Duarte. Emocionante!

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Zélia Duncan publicou em seu Instagram um vídeo onde fala abertamente sobre suas percepções em relação à atriz Regina Duarte e seu novo papel na Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro. Em pouco mais de dez minutos, a cantora se emociona ao lembrar da época em que a atriz tornou-se símbolo da luta feminista ao protagonizar a antológica série “Malu Mulher” (TV Globo, 1979/1980).

Fotos: Reprodução/Instagram

“A luta daquela mulher mobilizou o Brasil. Torcíamos muito por ela. Eu tinha uns 16 anos e acho que foi a primeira vez que um pensamento feminista veio à minha cabeça, despertado por aquela personagem que queria tomar as rédeas de sua vida(…) A abertura da série era uma música cantada por Simone, grande artista que explodia no Brasil. Música de dois mestres, Ivan Lins e Vitor Martins, que se chamava ‘Começar de Novo’. E vejam vocês: a atriz era Regina Duarte, emprestando seu talento pra aquela personagem ficou muito marcada e causou uma transformação na nossa sociedade”, relembrou.

Entretanto, Zélia deixou claro seu desgosto ao ver Regina assumir um outro papel que vai na contramão do pensamento progressista de 40 anos atrás. “Naquela época, a Regina era um símbolo libertário para nós. Da mulher que solta as amarras, que luta pra ser ela e não abre mão dessa luta. Por isso foi tão chocante ver a Regina apoiar um candidato completamente misógino, com discurso fascista, de extrema direita. A ‘Malu Mulher’ não poderia nos trair. A ‘Malu Mulher’ é uma mulher de luta, uma mulher que sabe como é difícil ser mulher. Esse foi o sentimento que eu tive e acredito que muitas mulheres, quiçá muitos homens, também tiveram.”

Assista e se emocione:

Como “Malu Mulher” foi essencial para a emancipação feminina na sociedade brasileira

Para quem nunca viu, a história começa em torno do processo de separação de Malu, abordava as brigas (com agressões físicas e verbais), a insegurança e o medo da filha adolescente do casal, Elisa, e a evidente desarmonia no lar. O primeiro ano do seriado mostra a saída de Malu de casa, e as dificuldades de Malu na tentativa de conseguir se sustentar, conseguir manter a casa nova, e também manter a filha. No segundo ano, Malu está mais amadurecida e consegue um trabalho fixo num instituto de pesquisa. Tem inicío então uma nova fase, onde ela está pronta para recomeçar a vida amorosa.

Vale ressaltar que o divórcio ainda era um tema recente na sociedade brasileira e, por sua vez, mal visto para as mulheres que “ousavam” separar-se de seus respectivos cônjuges. Por conta dessa trama de Malu, Regina Duarte foi alçada à símbolo da emancipação feminina na sociedade brasileira, antes mesmo deste assunto ser debatido como hoje em dia. A série, dirigida por Daniel Filho, deu origem ao especial de TV “Mulher 80”, programa que exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão de seu papel na sociedade.

As vozes femininas na MPB deram o tom do especial: Elis Regina, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna e Gal Costa interagiam com Regina Duarte e Narjara Turetta, mãe e filha no seriado.

Relembre a abertura de “Malu Mulher” ao som de “Começar de Novo”, na voz de Simone:

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