As paradas da Billboard sofrerão mudanças a partir de janeiro de 2026. O YouTube anunciou que não fornecerá mais seus dados para os rankings da Billboard, por discordar da maneira como ela privilegia streams de assinaturas pagas em detrimento dos streams de usuários gratuitos. O YouTube entende que a métrica é elitista e não reflete o real consumo musical.

(Foto: Divulgação)
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A reação veio após a Billboard estipular novas métricas para 2026. A partir de janeiro, 2.500 streams gratuitos (eles chamam de “com anúncios”) equivalerão a uma unidade de álbum, enquanto 1.000 streams pagos/de assinantes equivalerão a uma unidade de álbum. “O que significa que em breve serão necessários 20% menos streams pagos/por assinatura e 33,3 menos streams com anúncios para equivaler a uma unidade de álbum”, explica a empresa.
O ‘head’ global de música do YouTube Lyor Cohen discorda do uso desta fórmula. “Ela não reflete como os fãs interagem com música hoje e ignora o enorme engajamento de fãs que não possuem assinatura”, escreveu no blog da empresa. Ele defende que reproduções gratuitas e de assinantes seja contabilizadas igualmente, porque muita gente usa o YouTube para ouvir música gratuitamente.
Billboard e YouTube trabalhavam em parceria desde 2013

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A Billboard, no entanto, acredita que cada maneira de consumir música tem um peso: vendas, streams pagos e streams gratuitos. “A Billboard se esforça para mensurar essa atividade de forma adequada, equilibrando-a com diversos fatores, incluindo acesso do consumidor, análise de receita, validação de dados e diretrizes da indústria”, diz.
A retirada de dados do YouTube das paradas promete mudanças, já que clipes deixarão de ser contabilizados. O YouTube fornece dados para as paradas de música da Billboard desde 2013. As paradas de álbuns passaram a considerar a plataforma a partir de 2019.