Antes de virar unha-e-cutícula com Miley Cyrus, Wayne Coyne, o vocalista da banda The Flaming Lips, trabalhou com outra estrela pop. Foi Kesha, em 2012 e 2013. Eles criaram um álbum inteiro em parceria, chamado “Lip$ha”, mas não puderam lançar, por proibição de – adivinha! – Dr. Luke, empresário dela. Agora, com a batalha judicial entre os dois, Wayne achou que seria uma boa hora para quebrar as regras. “Vou ver se a Kesha nos deixa lançar o material do ‘Lip$ha’… pô, pelo menos UMA música”, escreveu no Instagram. “Só não quero que ela tenha mais problemas por causa disso”.
Kesha e Wayne Coyne passaram muito tempo em estúdio naqueles anos, logo após o lançamento do disco “Warrior”. Mas o projeto não pôde ir para frente, o que deixou o dois chateados. Em novembro de 2013, Wayne twittou: “A partir de agora… triste que não haverá ‘Lip$ha’. Eu não posso dizer o porquê. É triste…”. Mas, no ano passado, em meio às notícias do processo, ele revelou: “O material que fizemos juntos era apenas espetacular, e nos fez querer fazer mais. Acho que a gente fez quatro ou cinco músicas, e depois a Kesha me lembrou: ‘Wayne, eu não posso lançar isso. Dr. Luke me mataria’”.
A cantora atualmente luta na Justiça para quebrar seu contrato com Dr. Luke e a Kemosabe Records, gravadora dele, subsidiária da Sony Music. Ela afirma ter sido drogada e abusada sexualmente, além de ter sofrido terrorismo psicológico, que causou seu distúrbio alimentar. Para ela, não dá mais para manter o vínculo com o produtor em nenhuma esfera. A Sony, no entanto, lhe oferece a possibilidade de manter o contrato e continuar trabalhando, sem ter que tratar nada diretamente com ele.
