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“Viveria minha vida infinitas vezes”, diz Ana Carolina ao lançar novo EP “Fogueira em Alto Mar”; ouça!

Parece que foi ontem que o Brasil conheceu potente voz de uma cantora mineira, marcada pelo registro grave de um contralto com grande alcance vocal. Mas em 2019, Ana Carolina, considerada uma das maiores intérpretes e compositoras do país, comemora 20 anos de carreira fonográfica repleta de grandes sucessos que marcaram a história recente da Música Popular Brasileira. Além disso, ela também está com novidades! Sem lançar um álbum de inéditas desde #AC em 2013, a cantora retorna com Fogueira em Alto Mar e conta tudo ao POPline sobre o novo projeto!

Além de lançar “Fogueira em Alto Mar” em 2019, você completa 20 anos do lançamento de seu 1° álbum. O que mudou e o que permaneceu durante esse tempo? Qual o balanço que você faz?

Aprendi muita coisa, continuo aprendendo, preciso continuar aprendendo outras coisas, sou uma vitoriosa por ter várias canções que tocaram o o público em geral, me sinto muito agradecida. Agradeço por ter tido essa sorte – de fazer músicas que viraram trilha sonora na vida de várias pessoas… Isso agrega um valor muito grande à minha, à minha carreira e ao meu ser. Sinto-me completamente realizada, viveria minha vida infinitas vezes.

No início da carreira, cantando nos bares de Juiz de Fora e compondo canções, você acreditava nessa grande expansão do seu trabalho?

Eu jamais poderia imaginar tudo o que aconteceu. Se eu imaginasse, ficaria trancada dentro do quarto com medo (risos). Com sucesso ou sem sucesso, eu faria música de qualquer maneira!

O seu novo álbum Fogueira em Alto Mar tem um nome genial, um quê de sinestésico. De onde veio a inspiração?

Fogueira em Alto Mar significa o impossível, onde você não vê terra, você está em alto mar e vê uma fogueira, é praticamente impossível! É um reflexo das relações amorosas, do grau de impossibilidade que existe em todos nós de amar e ser amado e viver pra sempre a dúvida – “Serei amado pra sempre? Ou esse amor vai acabar daqui a uma semana? Será que está tudo bem? O outro está bem? Eu tô bem?”. Acho que fogueira em alto mar fala desse impossível.

Como foi seu processo criativo para chegar nesse nome?

Eu faço sempre as melodias, as letras geralmente são feitas pelos meus parceiros. A música Fogueira em Alto Mar tem a letra do Bruno Caliman (nosso poeta). Quando ele veio com esse frase, pensei: “Ela tem que ser o nome de uma música” e depois pensei que também poderia ser o do álbum, porque estava mais próximo ao que sentia no momento. Todas as músicas foram feitas até outubro de 2018.

Há um hiato de 6 anos entre o último álbum de inéditas #AC até o Fogueira em Alto Mar. O #AC é muito antenado às tendências do momento e o Fogueira me pareceu um retorno às origens de Ana Carolina. Como você avalia esse momento?

O Fogueira em Alto Mar, sem dúvidas, se aproxima mais dos primeiros álbuns da minha carreira. Tem a coisa do violão, das questões românticas, MPB, samba. E é justamente o samba nesse trabalho que destoa um pouco da Ana Carolina do início da carreira. Porém, me sinto muito mais próxima daquela Ana de 20 e poucos anos que escrevia canções de amor no violão. Depois que o EP já estava pronto é que eu percebi isso e tive como um presente!

Você lançará o álbum “Fogueira em Alto Mar” divido em 3 EPs nas plataformas digitais. Qual sua avaliação desse novo momento na música? Gosta dos EPs ou prefere o disco tradicional?

Eu acho que me adequei bem. A divisão em três EPs, pra mim, foi a melhor coisa que a gente fez! Sinto que as canções do primeiro EP estão em perfeita sintonia e isso gerará uma curiosidade do público para o que está por vir. Para mim isso tudo é salutar.

Nesse álbum também há a participação especial de Elza Soares. Como foi esse encontro?

Elza é um ícone da música brasileira. Eu sempre fui apaixonada por ela. Em 2017 até nos encontramos no meu estúdio para gravar uma música de Rodrigo Pitta, cantamos os três, aí Elza me pediu para escrever uma canção de amor de cortar os pulsos. Eu simplesmente não consegui fazer, fiquei paralisada, mas aí me juntei com Zé Manoel agora e fizemos a canção “Da Vila Vintém ao Fim do Mundo”, uma merecida homenagem à Elza. Ela parece uma menina! Tem um astral de alguém com 20 e poucos anos cantando no estúdio. Foi uma emoção pra mim. Um dos momentos mais emocionantes desse álbum. Foi de chorar!

O que os fãs podem esperar dessa nova turnê?

A turnê “Fogueira em Alto Mar” terá as primeiras seis canções do EP “Fogueira em Alto Mar” e outros sucessos dos 20 anos de carreira. Além disso, terá algumas músicas que nunca cantei, mas não posso falar agora porque será surpresa!

Escrito por Helena Marques

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