Foto: Live da Favorita/Divulgação Sound Club
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Universo das lives pagas gera receita para artistas e novos negócios no Brasil

As lives de música se tornaram uma realidade no mundo desde que a pandemia se instaurou. No Brasil, ela ganhou ainda mais força com as casas de shows fechadas e a indústria do entretenimento ávida por eventos. Dentro desse cenário, as possibilidades de monetização desses shows começaram a se formar.

Os grandes artistas conseguiram gerar receita vendendo sua visibilidade por meio de patrocínio, mas os artistas independentes, aqueles que não acumulam milhões de views mas que possuem fãs sedentos por conteúdo, partiram para o caminho das lives pagas, com venda de ingressos.

Dessa forma, começaram a surgir empresas e plataformas que viabilizam esse “evento virtual” com mais praticidade e tecnologia aplicada. Até o YouTube, a maior plataforma de streamings de vídeo do mundo, gerou a possibilidade de criar uma venda de ingressos via Clubes. Um programa de assinaturas criado como alternativa para anúncios, onde os criadores de conteúdos podem monetizar suas contas gerando clubes de vantagens e acesso a benefícios exclusivos para membros. Porém, nem todos os canais estão habilitados nessa função.

Clique aqui e acesse a matéria completa para entender como funciona o Youtube Clubes.

Outra opção para esse formato de shows e que ganhou popularidade no ano passado é o aplicativo Sound Club Live. Idealizado por Juliana Brittes, que atua como CEO da startup, a empresa traz para o universo online o mesmo modelo de negócio dos shows presenciais. “Aqui não temos a intermediação de algoritmos, porque o modelo de negócios é outro. Quem tem audiência de nicho tem autonomia para monetizar e quem tem audiência de massa monetiza muito mais”, explica Juliana.

Na Sound Clube Live, o artista consegue rentabilizar 85% do valor arrecadado, basicamente como funciona em shows presenciais em que o teatro negocia parte da bilheteria como pauta. Entre os que já rolaram por lá estão os de Geraldo Azevedo, Léo Fresato, Marcelo Serrado cantando de Frank a Wando, Baile da Favorita e Detonautas, com o show comemorando o aniversário do Tico Santo Cruz.

Foto: Juliana Brittes, CEO do Sound Club Live (Divulgação)

Questionada sobre o futuro das lives pagas no Brasil, mesmo após o término da pandemia, a CEO é otimista e acredita que o mercado só tem a crescer com a volta dos shows presenciais.

“Os grandes shows sempre foram transmitidos pela tv. A experiência ao vivo é única, é uma delícia, mas nem todas as pessoas podem tê-la. O que estamos proporcionando através do Sound Club Live é que não só os big shows sejam transmitidos, mas sim todos os shows, peças de teatro, eventos e festas. O fã pode comprar um ingresso online e assistir o show na sua tv, em sua casa”, revela.

Lançado há menos de um ano, o aplicativo já soma mais de 1000 lives e já expandiu seu acesso dos celulares para as TV (Apple TV, Android, Samsung e LG), em formato on-demand. Esta é uma forte tendência, inclusive já analisada pelo gigante YouTube, que registrou um crescimento de 120% no consumo de seus vídeos em televisões no Brasil.

Plataforma de venda de ingresso

Mas, também existem outros caminhos sendo traçados como alternativa para quem quer monetizar seus shows online fora do circuito das plataformas específicas e voltadas para música. É o exemplo da OUTROEU, que fará seu primeiro show pago, no dia 6 de fevereiro, por meio de um link do Youtube restrito mas com venda de ingressos na Doity – plataforma voltada para o mercado de eventos acadêmicos e profissionais.

Assista “Dança” do duo OUTROEU:

Este é um formato muito usado por artistas que escolhem o canal de transmissão plataformas como Zoom e o Meet. Eles optam por apenas abrir a venda de ingressos nas mais diversas empresas que existem e, após adquirir o ticket, o fã tem acesso aos shows.

Escrito por Rafa Ventura

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