Tinashe trabalha duro e joga seus sonhos para o universo. Ela não tem a menor vergonha de dizer aonde quer chegar, e todo mundo sabe disso. “Sou uma grande defensora de dizer o que você quer, no geral, e essas coisas – um Grammy e o sucesso mainstream – são genuinamente o que eu quero”, ela diz, em entrevista à revista SPIN. “Muitas vezes, as pessoas tentam não falar o que realmente querem, porque acham que vão parecer pretensiosas ou exageradas, mas, para mim, é a única forma de ser. Você não pode se diminuir por temer que os outros vão se ofender com o fato de querer ser bem sucedido. Isso é estúpido”.
O que ela quer no momento é bombar com “Joyride”, seu próximo álbum. Com lançamento previsto entre janeiro e fevereiro, o disco é a aposta da americana para conquistar de vez o mercado. As colaborações incluem Dpat, Joel Compass, Boi-1da, Dv Hynes, Hit-Boy, Travi$ Scott, Chris Brown, Max Martin e Wolf Cousins. Está quase pronto, mas ela só considera finalizado quando está nas mãos dos outros. “Eu sou o tipo de pessoa que trabalha melhor sob pressão. A pressão me põe para fazer as coisas. Caso contrário, eu empurro com a barriga. Se alguém diz ‘seu álbum sairá em uma semana’, eu vou aparecer com sete músicas incríveis. Mesmo que realmente estejamos perto do fim da produção, sinto que é quando surge o melhor material”, explica.
Com esse álbum, ela quer mostrar seu ecletismo e se firmar como uma artista multifacetada. Tinashe acredita que é, sim, uma artista indie que lança mixtapes gravadas em sua cama, mas também um nome com faixas comerciais e acessíveis para todos. “Isso definitivamente se tornou um processo de convencer as pessoas de que, sim, sou criativa, mas posso ser acessível, e posso ser descolada. É muito raro que as pessoas sejam tudo isso, mas eu sou”.