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Tulipa Ruiz lança o clipe de “Pedrinho” com atores nus e celebra a liberdade de expressão! Veja fotos

Oito anos depois de seu lançamento, a música “Pedrinho”, que integra o primeiro disco da cantora e compositora Tulipa Ruiz, “Efêmera” (2010), ganha versão audiovisual, ainda mais livre e consciente. Gravado em um galpão em São Paulo, o vídeo inspira-se na censura à expressão artística para refletir sobre o incômodo que o nu ainda provoca na sociedade e será lançado nesta quinta-feira, às 21h, no canal da artista no YouTube.

Tulipa Ruiz celebra a liberdade de expressão em novo clipe, “Pedrinho”. Foto: Divulgação

Para Tulipa Ruiz, “Pedrinho” é um “estado de espírito” que se atualizou – e se empoderou – diante do cenário atual. Na versão do clipe, ela atualiza a letra da música, como já vinha cantando recentemente em seus shows. A frase “Pedrinho parece comigo mas bem resolvido com sua nudez”, agora assume oficialmente a nova versão “Pedrinho parece comigo também resolvido com sua nudez”. “Não tinha mais como cantar ‘mas bem resolvido’ em 2018. Estamos no mesmo plano, estamos juntxs nessa liberdade e nessa luta, com esse Pedrinho, que também é outro bem diferente daquele de ‘Efêmera’. Pedrinho virou uma personificação da resistência, que chega para somar nessa luta pelo amor e pela liberdade”, analisa Tulipa.

Tulipa Ruiz no clipe “Pedrinho”. Foto: Divulgação

Idealizador e um dos diretores e roteiristas do videoclipe, Pedro Henrique França conta que quando idealizou o clipe, no fim de 2017, não imaginava a força política que o projeto ganharia de um ano pra cá. “O episódio do MAM foi um sinal de alerta do avanço do conservadorismo, que já tinha conseguido na mesma época censurar o Queermuseu, em Porto Alegre. Aquilo mexeu muito comigo. A arte é libertadora, não pode ser reprimida. A partir dali eu quis refletir sobre a arte, a nudez e os milhares de Pedrinhos que de alguma forma um dia se sentiram presos e escondidos por padrões estéticos e comportamentais, mas que se libertaram dessas amarras para serem livres para amar e se amarem e, principalmente, livres para serem o que quiserem”, explica o diretor.

Escrito por Helena Marques

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