Depois de concluir sua turnê internacional, que teve shows na América Latina e na Europa, Pabllo Vittar voltou ao Brasil sem tempo pra descansar. Direto pro trabalho, a drag queen foi uma das atrações da festa People, que aconteceu em Salvador, na Bahia, no último sábado (11).
Na festa, nosso correspondente regional Tiago Dias entrevistou Pabllo Vittar, que contou um pouco mais sobre como foram seus shows fora do Brasil.
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Confira a entrevista completa:
Primeiro show no Brasil depois de uma turnê muito bem-sucedida na América Latina e Europa, quais os próximos trabalhos da Pabllo Vittar além dos shows?
Menino, eu tô muito feliz com a turnê, tô muito feliz de ter voltado também, tava morrendo de saudades. Vou arrasar aqui hoje no show em Salvador. Muito problemática ela, né? Eu já tô preparado EP que vai sair em duas partes, vai ter vários feats com amigos queridos, então o pessoal já pode esperar um single que vai sair muito em breve e tô muito ansiosa. I’m so excited for this.
Você e sua equipe inseriram algo na sua turnê após os shows fora do Brasil? Ou se você pudesse inserir, o que seria?
Menino, o que eu levei para fora foi basicamente o que a gente já fazia aqui no Brasil. Toda nossa energia, toda nossa brasilidade, toda nossa vontade de querer elevar nossa música brasileira para outros patamares e agora eu tô muito empenhada mesmo nesse EP. E já juntando referências para o meu terceiro álbum de estúdio.
O Brasil tem em você um dos maiores ícones LGBTQ de expressão mundial. Qual o seu papel e sua importância para o país que mais mata LGBTQ no mundo?
Eu acho que é cada vez mais importante levar a voz da comunidade LGBTQIA+ para lugares que precisam, eu viajei muito agora, nesses últimos dias, eu percebi que, assim como Brasil, tem vários outros lugares também que são muito carentes de voz, muito carentes de oportunidades, muito carentes de amor, e com as mensagens que eu recebi, os relatos que eu recebo dos meus fãs, eu percebi que tipo tem vários outros Brasis por aí, por fora que precisam do nosso abraço, da nossa voz, então, eu acho que é isso levar a nossa voz.
O que você mais viu de interessante desses Brasis que você viu fora?
Além dos homens? O carinho dos fãs. Eu achei muito parecido com Brasil, tinha lugares que eu parecia que tava fazendo show em algum estado do Brasil, porque era tanto grito, tanto carinho, tanto amor. Que eu falava assim “caralho, eu não tô fora do meu país.
Em breve, você vai participar das paradas LGBTQ dos EUA. Você preparou algo especial para esses eventos e o que você está esperando desses momentos?
Olha, vai ser em junho que começa, se eu não me engano, esse negocio das paradas. A gente vai começar por Nova York, aí tem Los Angeles, Miami, San Francisco. Eu esqueci o resto. Chicago. Mas é, eu vou levar… eu acho que já vou ter lançado o EP, vai ter coisa nova no show e a gente tá reformulando pra levar uma coisa legal pras paradas. Como vai ser uma turnê que a gente vai fazer só em pride, eu quero levar uma coisa que seja colorful, happy, this me.