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Tá On Com POPline: Papatinho destrincha origens do funk que inspiraram o álbum “MPC (Música Popular Carioca)”

“Os momentos mais altos do meu show são os momentos do funk”, disse o DJ
Foto: STEFFANY LIMA

Lançado no último dia 30 de maio, o álbum “MPC (Música Popular Carioca)”, de Papatinho, é um retrato da cena urban que se destaca no Brasil hoje, marcada muitas das vezes pela fusão de estilos como o funk e o trap. O tempero especial do projeto é que ele se inspira na atmosfera dos baile funks lotados que eram sensação na década de 90, além de se nortear pela sonoridade do miami bass, um subgênero do hip hop que se popularizou justamente naquele período. No Tá On Com POPline, Papatinho explicou o que ele usou como referência para criar o “MPC”. Confira!

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Foto: STEFFANY LIMA

Papatinho conta que o processo criativo para o disco não se deu a partir de um ‘estalo’, um momento em que ele tenha tomado a decisão de fazer um álbum influenciado pelo miami bass. Embora uma parcela grande do público o conheça por seus trabalhos de rap e trap, o produtor musical ressalta que a influência do funk carioca dos anos 90 sempre esteve atrelado ao seu trabalho de alguma forma.

“Eu não acordei um dia e pensei ‘Pô, vou fazer um álbum de miami bass’. Eu desde sempre tentei de alguma forma resgatar os artistas do Rio de Janeiro dos anos noventa, que são os primeiros artistas que eu era fã na escola, sabe? Eu cresci ouvindo Cidinho & Doca, William & Duda, Claudinho & Buchecha, os álbuns da Furacão [2000], Rap Brasil I e II. Isso tudo tava ali entranhado na minha essência quando eu comecei a produzir rap”, destaca o DJ.

Foto: STEFFANY LIMA

O mais recente álbum de Papatinho traz em seu recheio 11 músicas em parceria com artistas de peso da cena urban brasileira, muitos deles também influenciados pela atmosfera que o produtor resgata no “MPC”. Dentre os nomes, estão Mc Carol, MC Cabelinho, MC Kevin o Chris, Anitta, Naldo, L7NNON, Xamã e vários outros. Um dos maiores triunfos de Papatinho com o projeto foi ter escalado uma faixa com MC Marcinho, um dos maiores ícones do funk brasileiro, que faleceu em agosto de 2023.

“Me lembrei que eu fiz uma música com o MC Marcinho que nunca lançou, que tava na roupagem do trap BPM cento e vinte e pouco. E eu pensei ‘Caraca, e se eu refizer ela e adaptar pra esses beats que eu tô fazendo?’. E foi a primeira sensação que eu tive, ‘Caraca, agora eu tenho uma música que eu consegui ir pro mundo dele e não trazer ele pro trap como eu tava planejando'”, explica Papatinho sobre a parceria com o funkeiro do hit “Glamurosa”.

Ao POPline, ainda, o produtor comentou sobre uma recepção inesperada por parte de outros DJs após ele lançar o “MPC”: “O que mais me empolgou quando eu tava fazendo esse projeto era justamente a experiência ao vivo né. Porque eu pensava assim… Eu também tenho meu projeto de DJ, eu toco trap pra caramba, não vou mentir que eu produzo trap, toco trap, mas os momentos mais altos do meu show são os momentos de funk. E eu tenho um projeto inteiro de miami bass… Eu lembro que quando eu lancei, a quantidade de DJ me marcando e falando, agradecendo: ‘Cara, a gente precisava disso pra tocar'”.

Confira a entrevista completa de Papatinho ao Tá On Com POPline aqui!

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