Selena Gomez cresceu diante dos holofotes e teve seu primeiro namoro sério acompanhado de perto pela mídia, durante a adolescência. Não foi fácil. Não é fácil. A americana falou sobre o assunto em uma entrevista à revista Style, confessando seu incômodo com os ônus da fama. “Às vezes acordo e odeio minha vida. Desejo nunca estar na mídia. Depois digo para mim mesma ‘isso é a vida que escolhi’. Trabalho muito, adoro meu trabalho mais do que tudo. Tem altos e baixos”, ponderou.
Sobre Justin Bieber, especificamente, ela também não tem problemas em falar. Na entrevista, contou que a situação ficou especialmente delicada com os paparazzi, quando houve até helicópteros, no plural, sobrevoando sua casa. “Minha mãe fica preocupada”, lembrou. “É um absurdo. A minha relação [com ele] foi um tema quente. É difícil as pessoas nos separarem. A Internet que congelar este momento e repeti-lo constantemente. Não acho que estava fazendo nada errado ao me apaixonar. Há uma ênfase nas pessoas serem a coisa perfeita e depois destruírem-se devido à pressão. Além disso, o fato de ser adolescente torna ainda mais difícil. Meu próximo namoro será preservado por mim. Não há maneira de eu conseguir alguma vez esconder a minha vida”.
O namoro com Nick Jonas, que pouca gente que lembra que existiu, também foi duro na época. O cantor usava aquele anel de pureza, que significava castidade, e ela também ganhou o dela, que depois saiu do dedo. Quer dizer, o mundo soube quando ela perdeu a virgindade. “Não estou envergonhada por dizer isso. Também não estou envergonhada que o anel tenha saído. Recebi-o quando tinha 13 anos e respeito bastante aquilo que representa, mas não é para todo mundo”, avaliou. “Por vezes, temos de mentir para nós mesmos para ultrapassarmos as críticas e depois ficamos chorando no nosso armário. Tem sido assim para mim algumas vezes, mas só quero aprender com essas coisas”.
Se Selena não pirou (embora tenha uma passagem por uma clínica de reabilitação), é por causa da presença da família. Ela mora em Los Angeles, perto da mãe e do padrasto. Ela diz que a proximidade materna é “o motivo pelo qual nunca se rendeu à parte má da indústria”. Mas ela já abriu mão de ter uma vida normal. Entendeu que não é possível. “Nem que seja pra sair de casa. Sou capaz de me curvar no bando de trás do carro só porque não quero fotógrafos em volta de mim, se estou tentando ter um bom dia”, admitiu.