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Retrospectiva: Músicas que deveriam ter bombado em 2018

Dezembro chegou e, com o fim do ano, é hora de relembrar de tudo o que rolou! No mundo da música, muita coisa aconteceu… Os sucessos estão sendo frequentemente citados em listas e em premiações, mas aqui é um espaço para aqueles que não fizeram tanto sucesso, mas podemos afirmar: mereciam!

A equipe do Portal POPline elaborou uma lista colaborativa com as melhores músicas lançadas em 2018 que não conseguiram ir muito longe nas paradas, mas conquistaram pela qualidade e ficou aquela sensação de que deveriam ter bombado.

Confira:

10. Made For Now – Janet Jackson x Daddy Yankee

Janet Jackson é uma veterana que não precisa provar mais nada pra ninguém, tanto que ela recebeu a maioria das homenagens das premiações musicais esse ano. Mas vamos combinar… “Made For Now” é completamente positiva, contagiante, misturando o pop com o ritmo latino de Daddy Yankee, a febre do momento. Dá pra culpar o ageismo, quando a indústria da música coloca de escanteio artistas mais velhos. Isso realmente acontece. Mas no final das contas, somos feitos para o agora, não é mesmo?

9. Right Now – Nick Jonas & Robin Schulz

Depois de experimentar uma vida de fenômeno pop com os irmãs no Jonas Brothers, Nick surpreendeu se destacando como artista solo. A partir de “Jealous”, ele produziu um hit atrás do outro… Mas de uma hora para outra, ficou difícil emplacar alguma coisa. Tentativa, não faltou. Também não faltou divulgação. Será que o problema estava nas músicas? Não dá pra saber, mas “Right Now” parecia ter tudo pra quebrar essa corrente e fazer muito sucesso. A batida é marcante, a letra é bem feita e a performance de Nick é no ponto. Talvez não seja a fase mais forte para música eletrônica no geral… Se ele tivesse lançado essa mesma música há alguns anos, o sucesso poderia ser imenso.

8. Curious – Hayley Kiyoko

Volte à posição #3 e faça o mesmo questionamento… Reflita. De qualquer forma, Hayley Kiyoko trouxe em “Curious” tudo o que uma música pop deveria ter, não falta nada! Tem um bom ritmo, letra sensual, contagiante radiofônica. Talvez ela tenha encontrado a dificuldade de uma cantora relativamente nova de se colocar no mercado, mas a tentativa foi realmente válida.

7. Caliente – Lali & Pabllo Vittar

Dois nomes fortíssimos, misturando estilos do Brasil e da Argentina. “Caliente” tem uma sonoridade realmente quente, uma música com cara de praia ou de qualquer momento de diversão. Talvez ainda haja chances da música explodir, mas parece que as pessoas ainda não entenderam o quando essa faixa é o próprio resumo do que tem de mais interessante no pop latino.

6. Lost My Mind – Lily Allen

Se nos anos 2000, as músicas de Lily Allen eram chicletes que tocavam em todo lugar, agora ela virou praticamente uma cantora de nicho. É verdade, a britânica se decepcionou muito com a indústria e deixa claro que quer fazer projetos que realmente se identifica. Os fãs agradecem, já que música boa é realmente entregue. Mas há um preço a se pagar, “Lost My Mind” nem sequer entrou nas principais paradas do mundo, mesmo tendo potencial o suficiente para ser uma nova “Smile”.

5. Make Me Feel – Janelle Monáe

Dá pra misturar sucesso comercial com qualidade? É inegável que o forte de Janelle Monáe é mesmo na qualidade, já que ela nunca foi de ter grandes posições nas paradas. Mas isso poderia ser diferente, não é mesmo? Dá pra imaginar perfeitamente “Make Me Feel” tocando nas rádios e realmente pegando. Isso não aconteceu, mas a indicação ao Grammy está aí. Quem tem aclamação, precisa mesmo de charts?

4. Level Up – Ciara

Ciara é uma cantora que começou nos anos 200 fazendo muito sucesso. “Goodies”, “1, 2 Step” e “Get Up” ocuparam os primeiros lugares das paradas. É difícil entender o motivo de uma queda brusca no seu desempenho, já que o R&B nunca deixou de estar em alta desde então. Após o desempenho fraco de “Jackie”, álbum de 2015, “Level Up” parecia o retorno perfeito para ela. É uma música com a energia em nível altíssimo, que exige muito da cantora no palco. E ela dá conta! Ciara dança, canta e performa com maestria, mostrando que está muito em forma.

3. Dance To This – Troye Sivan & Ariana Grande

Em um tempo que se fala muito em “pink money” (quem quer lucrar com o público LGBTQ+ mesmo sem fazer parte), por que os artistas abertamente gays, como Troye Sivan, não andam fazendo sucesso no mercado internacional? (curiosamente, o Brasil anda mais avançado em relação a isso) Isso não aconteceu nem mesmo como uma ajudinha da maior diva pop do momento (venerada pelos gays), Ariana Grande. A música é envolvente, com uma batida bem marcada que não é propriamente dançante, mas como o clipe oficial mostra, dá pra dançar muito. Esse foi um encontro memorável do pop que deveria ter se destacado mais.

2. 1999 – Charli XCX & Troye Sivan

“1999” traz uma nostalgia comum entre os adultos. Quem não gostaria de voltar a 1999? Um tempo menos complicado em que muita gente vivia auge da infância ou adolescência. Isso é muito bem representado com uma música divertida, dançante e pegajosa, sem perder a qualidade. É como uma perfeição do pop, mas que não aconteceu nas paradas.

1. Fall In Line – Christina Aguilera & Demi Lovato

“Fall in Line” representou um retorno muito esperado da Christina Aguilera, que passou anos sem lançar inéditas. Ela ainda somou forças com Demi Lovato, um nome forte da indústria. A música traz o tema do empoderamento feminino de forma eficaz, uma crítica necessária à desigualdade de gênero. É verdade que não é aquela “farofa” óbvia para fazer sucesso nas paradas, mas como uma baladinha que se propõe, é viciante o suficiente para tocar muito nas rádios. Duas vozes potentes juntas, mensagem forte, sonoridade única… O que faltou?

Escrito por Caian Nunes

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