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RESENHA: Jão lota o Cine Joia e mostra porque é um dos destaques do pop nacional

Na noite de ontem, Jão fez o seu primeiro show da turnê “Lobos” em São Paulo com casa cheia e um coral de fãs (incluindo esta que vos escreve), que não falhou nem um só minuto. Mesmo com jeito tímido e nervoso aparente nos bastidores, ele subiu ao palco e conduziu uma de suas mais importantes apresentações com muita leveza.

O show de ontem foi o segundo desta série; a turnê estreou na última semana, em Belo Horizonte, onde ele foi surpreendido pelo público. “Foi muito mágico. A galera cantou todas as músicas. Eu esperava que eles fossem cantar um single, as músicas anteriores, uma ou outra favorita, mas eles cantaram tudo com muito afinco e eu fiquei UAU,” contou. Mal sabia ele que tudo estava prestes a se repetir.

Telão mapeado em forma de cruz como cenário, banda de poucos músicos e backing vocals. Público a postos só esperando a hora de soltar o grito mais esperado da noite: “Porra, a gente se ama e isso é lindo demais!” – e ele chegou rapidinho! “Lindo Demais”, a terceira faixa de “Lobos”, foi a primeira do setlist.

Logo de cara, é possível perceber que a performance de Jão no palco reflete exatamente as suas composições, o que deixa o show muito mais interessante e verdadeiro. É delicado, mas também é sofrido, dramático, emotivo – e a gente tem a oportunidade de ser dramático junto com ele!

Músicas como “Me Beija Com Raiva”, que veio na sequência, “Eu Quero Ser Como Você”, e as mais antigas, “Imaturo” e “Ressaca”, transmitiram muito bem este turbilhão de sensações e fizeram muitos fãs colocarem a mão no peito e cantarem como se esta fosse a trilha-sonora de suas próprias vidas. Mas nem só de dramas se faz esse show. Ele também é divertido, tem tambores em “A Rua”, faz cantar e faz até a alcateia uivar em “Lobos”, num coro quase que ensaiado.

Os famosos covers também não ficaram de fora da apresentação, mas desta vez Jão foi mais ousado, levando em consideração que seu público é majoritariamente formado por pessoas bem jovens. Ele incluiu no setlist “Você Não Me Ensinou a Te Esquecer”, de Caetano Veloso, que se misturou muito bem com suas músicas autorais, e “Codinome Beija-Flor”, gravada por Cazuza 1985. Ambas interpretações foram bem cuidadosas e fizeram jus às suas versões originais. A pitada internacional ficou no cover de “Crazy In Love”, de Beyoncé, que ganhou uma roupagem toda diferente.

A cereja do bolo ficou para “Vou Morrer Sozinho”, primeiro single de “Lobos”, que serviu como encerramento do show e deixou a gente querendo muito mais. A parte boa é que o show de São Paulo foi inteiramente registrado em vídeo e segundo o próprio Jão, o material deverá ser lançado em seu canal no YouTube e a gente poderá reviver essa delícia de apresentação tantas vezes a gente quiser.

Escrito por Mari Pacheco

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