Lady Gaga conta que a rejeição ao álbum “ARTPOP” (2013) alterou o rumo de sua carreira. Ela teve que lidar com muitas críticas naquela era. “Sim, foi muito impactante. Tipo, muito mais impactante do que qualquer outra crítica a qualquer obra de arte. Foi difícil… foi a primeira vez que recebi uma crítica séria sobre um trabalho que eu tinha feito”, ela relembra, em entrevista à revista Rolling Stone norte-americana.

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“ARTPOP” marcou sua última era extravagante, com looks que rendiam notícias a cada aparição. Ou a ausência deles: ela apareceu nua algumas vezes. Durante a divulgação do álbum, ela foi acusada de romantizar a bulimia, após uma performance com vômito simulado no palco do Festival SXSW. A parceria com R. Kelly, que respondia um processo sobre estupro de menor de idade, também não foi bem vista. O clipe da música teve que ser cancelado, apesar de já gravado. Anos mais tarde, Gaga retirou a música de circulação.
Na sequência, Lady Gaga se voltou para o jazz e fez um álbum com Tony Bennett, o “Cheek to Cheek” (2014), e um álbum de country e soft rock, “Joanne” (2016). Os dois projetos cementaram “ARTPOP” e a fase das extravagâncias e excentricidades da cantora. Gaga iniciou a era “Joanne” de blusinha e shorts jeans.

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Hoje em dia, “ARTPOP” é considerado injustiçado
O que Gaga mais ouviu na era “ARTPOP” era que estava fazendo de tudo para aparecer, e que a música havia ficado em segundo plano. As polêmicas, de fato, ofuscaram o repertório do álbum. Hoje em dia, fãs consideram este um álbum injustiçado.
“ARTPOP” representou uma queda nas vendas de álbuns de Gaga. Também foi a primeira era dela sem colocar uma música no topo da Billboard Hot 100. “Applause”, o carro-chefe, alcançou a 4ª posição na parada. Era a época de “Roar” da Katy Perry e “Wrecking Ball” da Miley Cyrus dominando as paradas.