Quando 13 faixas inéditas da Madonna caíram na rede na semana passada, a cantora se viu obrigada a refazer todo o cronograma de lançamento do seu álbum novo, “Rebel Heart”. Para que as pessoas não continuassem ouvindo as músicas em uma qualidade duvidosa, ela colocou o disco em pré-venda e liberou seis canções para download imediato. Ela, que quebrou um iPhone em protesto, não escondeu sua irritação em nenhum momento. Mas… será que o vazamento teve um lado bom?
A resposta é sim. O “Rebel Heart” (que ninguém nem sabia que tinha esse título) se tornou o assunto da semana passada. O disco, que não estava gerando grande expectativa no público geral (nos fãs da cantora, sim, claro), ganhou com publicidade gratuita e espontânea (ao ponto de muitos acharem que era um golpe de marketing): muitas notícias, muitos compartilhamentos, um grande boca a boca e, sim, muitos downloads ilegais. Ela pediu para que o público não baixasse, mas não teve como: as pessoas baixaram. Mas até isso teve seu lado positivo: gente que não teria ouvido o álbum, na situação de um lançamento oficial, escutou pelo simples prazer de ouvir algo proibido… e gostou.
A Billboard divulgou que “Rebel Heart”, a faixa-título, é a mais compartilhada no Twitter nas últimas 24 horas. “Bitch, I’m Madonna” e “Living For Love” (o single) também estão nessa lista. O vazamento, na verdade, tampouco prejudicou as vendas da Madonna. Com a pré-venda arranjada de última hora, o disco assumiu o topo da lista dos mais vendidos do iTunes em 35 países e entrou no Top 10 de outros 29 países. Tudo isso graças a uma atenção que não se sabe se o álbum teria conseguido de outra maneira.
Fora isso, o single “Living For Love” está em 1º lugar na lista de vendas da loja virtual em 14 países e no Top 10 em outras 30 localidades. O áudio da música, postado na conta oficial da cantora no Youtube, também registra mais de um milhão de acessos.