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Promessa do rap, Lil Peep vai ganhar documentário póstumo sob direção de vencedor da Palma de Ouro e indicado ao Oscar

Lil Peep não conseguiu curtir a fama que tanto idealizou. Dito como um dos artistas mais promissores da nova geração do rap, o músico faleceu três meses após o lançamento do seu álbum de estreia “Come Over When You’re Sober, Pt. 1” (2017). Trabalhando ao lado de nomes como Rob Cavallo (Alanis Morissette, Black Sabbath, Linkin Park e Green Day), o jovem produtor Smokeasac e George Astasio, do coletivo The Invisible Men (Iggy Azalea, Zayn e Jonas Blue), o artista até então desconhecido para o público geral estreou o projeto na principal parada de álbuns dos Estados Unidos com elogios da mídia especializada.

Após seu falecimento por overdose, “Come Over When You’re Sober, Pt. 1” chegou a entrar no Top 40, a música “Awful Things” chegou à 79ª colocação na Hot 100 (o ranking de singles dos Estados Unidos) e a mais recente “Falling Down”, uma “colaboração” com outro rapper falecido, o XXXTentacion, está entre as 13 mais ouvidas e compradas no país. Lil Peep ainda é citado até o momento em outras 19 paradas da Billboard, incluindo internacionais e de categorias alternativa e rock. E em breve é possível que mais sucessos sejam adicionados à essa lista. O novo álbum “Come Over When You’re Sober Pt. 2” será lançado nesta sexta-feira (9/11) com novas colaborações com George Astasio e Smokeasac. As influências seguem as mesmas: mesclando o rock alternativo, punk rock e emo rock de nomes como My Chemical Romance com o rap e letras falam sobre saúde mental, depressão e abuso de substâncias – assuntos nem sempre falados dentro do rap. As expectativas são altas.

Duas músicas já podem ser ouvidas: “Cry Alone” e “Runaway”.

Lil Peep é mais um artista nascido na geração internet, ganhando notoriedade ao ser avistado por fãs de rap e emo com covers no Youtube e Soundcloud. Criando música em seu quarto e com equipamentos pagos pela mãe, o jovem artista descobriu sua vocação. Com 17 anos resolveu se mudar para Los Angeles para levar a carreira a sério e deu certo! A primeira mixtape do jovem, “Lil Peep Part One”, foi lançada em 2015 com 4 mil reproduções apenas em sua primeira semana. Ano passado, Peep quis ir além e se mudou para Londres, na Inglaterra, onde conheceu Rob Cavabllo e Astasio e iniciou a produção do seu primeiro disco.

Lil Peep se foi, mas o reconhecimento está verbalizado através de outros artistas. Post Malone, por exemplo, tem uma tatuagem em homenagem à Peep em seu braço. Os ídolos Good Charlotte já cantaram uma de suas músicas. Lil Uzi Vert, Pete Wentz (Fall Out Boy), Marshmello, Ty Dolla $ign e Blink 182 demonstraram publicamente admiração pelo artista.

Isso tudo parece coisa de cinema, não é mesmo? A história também chamou a atenção do premiado Terrence Malick. O diretor e produtor vencedor de um Palma de Ouro em Cannes, indicado a Oscars e por trás de filmes como “Terra de Ninguém” e “Além da Linha Vermelha” está interessado em transformar a ascensão e a perda precoce de Lil Peep em um documentário. Terrence vem conversando com a família para a produção do material que pode incluir uma inédita trilha sonora, de acordo com recentes notícias do New York Times. Músicas com Diplo e Harry Fraud (French Montana, The Weeknd, Wiz Khalifa) devem fazer parte do projeto ainda sem data de estreia.

Enquanto a história não é contada em forma de documentário, os fãs terão acesso a um novo capítulo esta semana. Segundo o New York Times, “Lil Peep morreu antes de se tornar realeza pop, mas sua nova música pode mudar isso”.

Escrito por Amanda Faia

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