Desde o fim da Guerra da Coreia, em 1953, todo homem da Coreia do Sul é obrigado a cumprir o serviço militar. Mas, ao contrário do Brasil, onde muitos são dispensados, por lá, os jovens entre 18 e 35 anos passam cerca de dois anos trabalhando nas forças armadas do país. Tudo isso devido às tensões com a Coreia do Norte.
E essa obrigatoriedade, para muitos artistas, celebridades e atletas, significa afastamento de suas atividades profissionais e, muitas vezes, perda do “buzz” de seu trabalho.
Por isso, o político sul-coreano Ha Tae Kyung pediu a revisão da obrigatoriedade de serviço militar para os homens da Coreia do Sul. Hoje, apenas atletas de renome internacional, dançarinos e artistas da música clássica podem ser isentos do serviço militar obrigatório. O pedido de revisão do político visa englobar artistas e celebridades reconhecidas internacionalmente, como os meninos do grupo BTS, nas categorias de isenção do serviço militar no país.
“Eu pesquisei sobre os casos especiais do serviço militar, mas atualmente as leis militares mostram que o BTS não é qualificado [para a isenção]”, afirmou Ha Tae Kyung ao jornal Korea Times. “Você ganha isenção se você foi o competidor número um em violino, piano ou música clássica. Entretanto, você não ganha a isenção se você atingir o número um em uma parada da Billboard”, concluiu o político.
Ainda segundo vários veículos da imprensa sul-coreana, não há um consenso nacional sobre a lei de isenção do serviço militar obrigatório e por isso a inclusão dos artistas de renome internacional pode acabar se tornando uma tarefa difícil ou até quase impossível.